11/09/2020 às 09h39min - Atualizada em 11/09/2020 às 09h39min

Soja: Em MT produtores já comercializaram 55,91% da safra 20/21

Os preços de farelo e óleo renovaram as máximas nos últimos dias, fazendo a relação soja/farelo e óleo aumentar 4,19%

Redação com assessoria
IMEA MT
Dentro e fora da porteira: Não bastassem os trabalhos atuais de preparo, correção e adubação do solo, compra e recebimento de insumos, revisão de máquinas, estratégia de posicionamento de cultivares de soja e análise do clima, o sojicultor de MT necessita também estar atento ao mercado, para que não perca toda a estratégia e esforço do campo em negociações “erradas”.

Com isso, quando oportunidades de venda de soja a preços atrativos surgem, o agricultor procura aproveitar para cobrir parte de seus custos atuais e futuros, podendo trabalhar e investir mais na produção. Atualmente, é isso que vem ocorrendo. A última temporada foi de produtividade recorde em MT, mesmo com chuva abaixo da média!

E as próximas? Não se sabe. Mas o produtor está evoluindo na comercialização de sua produção (55,91% da safra 20/21) para ter mais tranquilidade nos trabalhos a campo. Acesse os relatórios de comercialização para as safras 19/20, 20/21 e 21/22.

• O Indicador Imea-MT acompanhou as altas em Chicago na última semana e valorizou 1,86%, fechando na média semanal a R$ 127,15/sc. Apesar dos preços elevados, há pouca soja disponível para negociação.

• As preocupações com o clima seco nos EUA e as expressivas compras chinesas do grão impulsionaram as cotações do contrato corrente na CME-Group, que apresentou alta de 4,03% na última semana.

• O “sentimento” de controle fiscal trazido pela reforma administrativa fez com que o real ganhasse força ante o dólar na última semana. Com isso, o dólar recuou 3,27%, cotado a R$ 5,36/US$.

• Os preços de farelo e óleo renovaram as máximas nos últimos dias, fazendo a relação soja/farelo e óleo aumentar 4,19% na semana passada, fechando em média a R$ 363,99/t.

DEMANDA CHINESA:

Há mais de dois anos a “guerra comercial” entre os EUA e a China se iniciava e as taxações sobre as importações de soja norte-americana levaram à redução das negociações entre os dois países. Porém, neste ano foi assinado um acordo para restabelecer a “parceria” e, apesar de a safra 19/20 brasileira ter sido a preferida dos chineses, a safra 20/21 dos EUA, antes mesmo da colheita, já conta com mais de 13,53 mi de t adquiridas pela China.

Este valor fica próximo daquele observado na safra 13/14 e acima de todas as demais temporadas. Esta comercialização antecipada, juntamente com a recente preocupação da falta de chuva em algumas regiões produtoras dos EUA, levou os preços em Chicago a atingirem US$ 9,70/bu na última semana, maior patamar desde jan/20.

Além disso, vale salientar a preocupação chinesa com os seus estoques de alimentos e que a soja norte-americana está mais competitiva que a brasileira para entrega nos próximos meses. 

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