19/08/2020 às 07h49min - Atualizada em 19/08/2020 às 07h49min

Milho: Na B3, o avanço semanal foi ainda maior, apresentando alta de 6,41%

A demanda está aquecida para o cereal, no porto de Santos o prêmio fechou a semana na média de US$ 0,58/bu

Redação com assessoria
IMEA MT
Seguindo o clima: No dia 12/08 o USDA divulgou o relatório de oferta e demanda de milho dos Estados Unidos. Conforme apontado e esperado pelo mercado, a qualidade das lavouras, que se mantinham acima de 70% como boas/excelentes, elevou a produtividade para 11,41 t/ha.

Assim, a produção do país refletiu esse progresso e cresceu 7,07 milhões de toneladas ante a última divulgação, ficando estimada agora em 388 milhões de toneladas. Contudo, na semana passada alguns estados do país norte-americano enfrentaram uma forte ventania que pode ter prejudicado 3,57 milhões de acres apenas em Iowa, segundo o departamento de agricultura deste estado.

Assim, a principal bolsa de valores que negocia o cereal, Chicago, operou em campo positivo diante das incertezas dos danos causados nas lavouras, que podem vir a influenciar na variação da próxima estimativa de produção do cereal no país.  

• O preço do milho segue forte nas praças de Mato Grosso. Assim, o indicador Imea fechou em alta de 3,06% em relação à semana passada e fechou cotado na média de R$ 38,54/sc.

• Na B3, o avanço semanal foi ainda maior, apresentando alta de 6,41% no comparativo semanal, após sustentação das cotações de milho em Chicago, dólar e prêmio.

• A demanda está aquecida para o cereal, no porto de Santos o prêmio fechou a semana na média de US$ 0,58/bu, uma alta de 4,68% ante a semana passada.

• A colheita avançou 1,41 p.p. em relação à última semana, ficando estimada em 99,88% da área de Mato Grosso concluída. Esse percentual apresentado na safra 2019/20 fica 1,73 p.p. acima da média dos últimos cinco anos. 

PREÇOS DILUEM DESPESAS:

Foram atualizadas pelo Imea as estimativas do custo de produção para o produtor de milho em Mato Grosso. Assim, de acordo com o Instituto, houve um ligeiro aumento de 0,16% nos custos variáveis e 0,24% nos custos operacionais no comparativo com os dados do mês passado, apresentando, assim, os pontos de equilíbrio em R$ 20,02/sc e R$ 22,66/sc, respectivamente.

O aumento dos custos esteve atrelado à manutenção do dólar em altos patamares ante ao real, influenciando os preços dos insumos agrícolas, como herbicidas, funcicidas e macronutrientes, que subiram em 0,51%, 0,40% e 0,27%, na devida ordem.

Apesar disso, ao analisar os preços ponderados pela comercialização, houve também uma elevação na saca de milho desde a safra 2016/17, contribuindo para a melhora da rentabilidade da cultura. Portanto, o produtor deve ficar atento às oscilações de mercado, para que possa ampliar ainda mais a relação do preço comercializado e os custos de produção dentro da sua propriedade.

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