18/08/2020 às 08h20min - Atualizada em 18/08/2020 às 08h20min

A colheita do algodão mato-grossense já superou 74,08%

A perspectiva de produtividade ficou em 293,60 @/ha na média do estado.

Redação com assessoria
IMEA MT
A colheita do algodão mato-grossense para a safra 19/20 avançou 15,75 p.p. na última semana, alcançando 74,08% das áreas até sexta (14/08).

Assim, os processos a campo seguem à frente em 9,28 p.p em relação à safra passada e 8,50 p.p. no comparativo com à média dos últimos cinco anos.

O clima seco e a boa janela de sol durante a semana contribuíram para a intensificação dos trabalhos a campo. Com isso, a principal região produtora do estado, oeste, avançou 25,79 p.p., chegando a 78,59% da área colhida até o momento.

No que tange aos rendimentos semanais, a perspectiva de produtividade ficou em 293,60 @/ha na média do estado. Ademais, é importante destacar que a destruição das soqueiras tem acompanhado o ritmo da colheita até o momento e o bicudo-do-algodoeiro tem aparecido com grande incidência em algumas regiões do estado, exigindo a atenção do produtor para o controle da praga.

• Os números divulgados pelo USDA referente à oferta e demanda da pluma mundial, refletiram no mercado. Assim, o preço da pluma na bolsa de NY para o contrato dez/20 recuou 3,49% no comparativo semanal.

• Com o avanço do dólar na última semana, as paridades de exportação valorizaram 2,01% e 1,89% para os contratos de dez/20 e jul/21, respectivamente.

• Diante da saída de dois secretários da equipe do Ministério da Economia brasileiro, a cotação do dólar subiu 1,52% na última semana, ficando cotado a R$ 5,43/US$.

• Os subprodutos do algodão em Mato Grosso avançaram na última semana, com variações de 2,13%, 1,97% e 4,26%, com isso, o caroço, a torta e o óleo ficaram cotados a R$ 649,49/t, R$ 667,51/t e R$ 2.787,86/t, respectivamente.

FORA DA EXPECTATIVA:

O USDA divulgou a nova estimativa de oferta e demanda da pluma mundial. Com isso, o Departamento aumentou a produção da pluma da safra 20/21 em 1,11% em relação ao relatório de julho, ficando estimada em 25,59 milhões de toneladas.

O principal motivo está atrelado ao acréscimo na estimativa de produção dos Estados Unidos, fato que surpreendeu o mercado, visto que o país tem enfrentado problemas com seca no Texas.

No que tange à demanda, o consumo global da safra futura foi reajustado para 24,64 milhões de toneladas, um recuo de 1,09% em comparação com o mês passado, refletindo as quedas nas projeções dos principais players (China e Índia).

Diante do atual cenário de maior oferta e menor demanda, o estoque avançou 2,06% nessa nova estimativa. Por fim, é importante acompanhar os desdobramentos que poderão influenciar nos próximos relatórios, como: tensões entre a China e os EUA, safra norte-americana e Covid-19.

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