07/08/2020 às 08h34min - Atualizada em 07/08/2020 às 08h34min

Boi: em comparação com mesmo período de 2019, @ do boi gordo subiu 36,78% e @ vaca gorda subiu 37,61% em MT

A média de preços do bezerro de ano em MT ficou em R$ 1.846,31/cab.

Redação com assessoria
IMEA MT
Em alta: O mercado do boi e da vaca gorda em MT encerrou julho em valorização. No mês, a arroba do macho a prazo registrou variação acumulada de 3,40%, enquanto para a fêmea foi de 4,46%, finalizando nas médias de R$ 193,32 e R$ 182,13, respectivamente.

Ao analisar o movimento em relação ao mesmo período do ano anterior (em termos nominais), os aumentos são ainda mais expressivos: o boi gordo subiu 36,78% e a vaca gorda, 37,61%. A menor disponibilidade de animais, intensificada pela retenção de fêmeas, e exportações aquecidas nos últimos meses são os fatores que vêm ditando esse ritmo do mercado.

Para se ter uma ideia, de janeiro a junho MT exportou 220,18 mil Toneladas em Equivalente Carcaça (TEC), o que corresponde a 35,16 mil TEC a mais que nos seis meses de 2019.

Para julho, os volumes brasileiros até a quarta semana do mês indicam que continuarão satisfatórios, uma vez que foram embarcadas 136,42 mil toneladas de carne in natura, valor 2,43% superior a jul/19.

• As arrobas do boi e da vaca gorda tiveram uma valorização no comparativo semanal de 1,22% e 2,01%, respectivamente. O movimento continua pautado na menor oferta de animais e dificuldade no fechamento de negócios.

• A somatória entre a oferta de animais restrita e a demanda aquecida pelas categorias de reposição explicou a alta nos preços do bezerro de ano na semana passada. A média ficou em R$ 1.846,31/cab., variação de 1,00% no comparativo semanal.

• A maior dificuldade em preencher as programações de abate também foi demonstrada pela redução semanal das escalas: no período, o decréscimo foi de 0,37 dia, ficando abaixo dos 6,50 dias.

• No mercado futuro, os preços permaneceram em alta, superando os R$ 220/@. O contrato corrente aumentou 0,99% enquanto o de out/20, 1,23%, ambos ante a semana passada.

NA FRENTE:

Recentemente, o USDA divulgou a segunda estimativa (julho) das exportações mundiais de carne bovina em 2020. Os novos dados demonstram que neste ano o Brasil poderá exportar 2,55 milhões de toneladas, 50,00 mil toneladas a mais que na primeira divulgação.

Além de permanecer disparado na frente dos demais países, este montante é 10,20% superior ao resultado de 2019, cenário que sustenta as boas perspectivas para o segundo semestre do ano. Além disso, um dado que chamou a atenção foi a queda das exportações americanas em relação à primeira divulgação: no comparativo entre as duas, o decréscimo foi de 7,75%.

Este movimento pode ser explicado pela menor produção ocasionada pela crise da Covid-19, além da menor demanda de importantes compradores da proteína. Essa queda também abriu espaço para a Austrália e Índia subirem para o segundo e terceiro lugares, respectivamente, no ranking, mas isso não traz preocupações ante a competitividade brasileira. 

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