05/05/2020 às 11h27min - Atualizada em 31/05/2020 às 11h27min

Leite orgânico: Saiba como produtor elevou índice de produtividade em quase 9 vezes

BAIXE GRÁTIS O LIVRO: "como é possível obter alta produtividade e rentabilidade no sistema orgânico?"

Embrapa Pecuária Sudeste


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Sim, é possivel ter produtividade ao produzir leite orgânico, e para dar essa é a resposta que a Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) o lançou o e-book “Fazenda Nata da Serra, Serra Negra, SP: descrição de caso de sucesso na produção orgânica de leite”.

O livro, assinado por seis autores, descreve como a propriedade do interior paulista conseguiu intensificar a atividade leiteira, elevando a produtividade em praticamente nove vezes mesmo dentro de um sistema orgânico. Link do livro abaixo:


https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1121093/fazenda-nata-da-serra-serra-negra-sp-descricao-de-caso-de-sucesso-na-producao-organica-de-leite


O cálculo considera a produção anual de leite dividido pela área total da propriedade utilizada no processo produtivo, demonstrando o efeito “poupa solo” do trabalho que é acompanhado pela Embrapa desde 2007. “A produtividade obtida em 2018 é comparável às melhores propriedades leiteiras convencionais, que têm a oportunidade de utilizar toda a gama de insumos existentes”, dizem os autores.

O primeiro autor e pesquisador da Embrapa Artur Chinelato foi o idealizador do Programa Balde Cheio, implementado no país em 1998 e que passou a envolver uma rede de centros de pesquisa da Embrapa a partir de 2017.

Esse programa tem o objetivo de capacitar técnicos ligados à extensão rural “quanto ao entendimento e à aplicação dos conceitos envolvidos em qualquer produção leiteira intensiva, eficiente, rentável, sustentável sob o prisma ambiental, e passível de ser empregada por todos os produtores de leite que assim desejarem”.

É uma forma de levar tecnologias ao pecuarista de leite para que ele aumente sua produtividade, incremente a renda, os cuidados com o ambiente e o bem-estar animal. Como “efeito colateral”, o Balde Cheio proporciona melhora na autoestima do produtor e o faz sentir parte de um arranjo local normalmente estabelecido para fomentar as ações. A experiência do Balde Cheio na Nata da Serra é relatada no livro.

O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, André Novo, conta no e-book que em 2007, quando fez a primeira visita à fazenda, observou três fatores marcantes que definiram toda a trajetória tecnológica adotada: o perfil tecnificado do proprietário da Nata da Serra, Ricardo Schiavinato; a visão empresarial do produtor em relação à cadeia de lácteos; e a falta de controles zootécnicos e produtivos da produção animal [a fazenda produzia hortaliças e frutas orgânicas com altíssima eficiência].

“Toda a tecnologia e eficiência observada na agricultura passava longe da produção animal da Fazenda Sula [nome oficial da propriedade]. Os indicadores zootécnicos e produtivos das vacas eram trágicos, porém, não muito diferentes da grande maioria dos produtores de leite no Brasil. As causas também eram conhecidas: baixa qualidade de alimentos volumosos, baixa fertilidade de solo, pastagens degradadas, manejo deficiente, ausência de controles econômicos e zootécnicos, entre outros. Enfim, nem parecia a mesma fazenda”, escreveu André no prefácio.

Todo o trabalho técnico desenvolvido pela Embrapa na propriedade é explicado em detalhes no livro, recheado com fotografias, tabelas e gráficos. Também são coautores Marco Aurélio Bergamaschi e Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste, Fernando Campos Mendonça, professor da Esalq em Piracicaba, e o agrônomo Ricardo Schiavinato, proprietário da fazenda.


Queijo orgânico produzido na fazenda alcança excelente valor no mercado.

 


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