18/06/2020 às 09h16min - Atualizada em 18/06/2020 às 09h16min

Recursos disponíveis e condições favoráveis devem contribuir para boa safra no próximo ano

Para a ministra, a agropecuária brasileira será um dos principais motores da retomada econômica após a Covid-19

Redação com assessoria
Mapa

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Ao lançar o Plano Safra 2020/2021, nesta quarta-feira (17), a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, destacou o papel fundamental da agropecuária para o Brasil e para o mundo, especialmente neste momento de pandemia.

“A agropecuária é uma atividade nobre. Acredito que agora, depois de enfrentarmos essa pandemia, nós, brasileiros, saberemos valorizar mais quem está no campo e faz chegar à nossa mesa comida farta e de qualidade”, disse.

A ministra explicou que o Plano Safra é focado nos pequenos e médios produtores, que são os que mais precisam do suporte do Governo Federal. Ela também observou que a agropecuária cresceu 1,9% no primeiro trimestre de 2020, enquanto outros setores sofreram retração. Além de abastecer o mercado interno, o agro exportou 17,5% a mais em relação ao mesmo período de 2019.

“Esse cenário nos dá a convicção de que a agropecuária brasileira será um dos principais motores da retomada econômica após a Covid-19, que impôs uma situação dramática, nunca vista, em esfera global. Precisamos de esperança e otimismo para superarmos tudo isso e é nesse espírito que lançamos hoje o Plano Safra 2020-2021”, avaliou.

Recursos disponíveis e condições favoráveis

Após o lançamento do Plano Safra 2020/2021, nesta quarta-feira (17), o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eduardo Sampaio, disse que os recursos disponibilizados devem contribuir para um bom desempenho da próxima safra agrícola. No total, o Plano Safra 2020-2021 contará com R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior. 

“Tudo indica que teremos uma safra boa, com uma boa área plantada este ano, com potencial para ser recorde novamente. Além da demanda internacional aquecida, a agricultura brasileira está sendo beneficiada pela questão do câmbio, os preços internos se elevaram, então muitos produtores estão comercializando sua produção antes do que nos anos anteriores, então há um estímulo para fechar contratos com antecipação. Isso é muito positivo, porque garante preços melhores e sinaliza uma safra muito boa para a frente. As coisas vão se somar”, avaliou Sampaio, em entrevista coletiva à imprensa.

Sampaio ressaltou que, mesmo com a taxa básica de juros (Selic) mais baixa, os recursos disponibilizados pelo Plano Safra continuam sendo vantajosos para os produtores rurais. “Com a pandemia, o crédito comercial teve aumento de custo. Mesmo com a queda da Selic, considero que o Plano Safra continua oferecendo um recurso muito bom para o produtor em relação ao que ele pode captar fora”, disse, lembrando que até agora, mesmo com a pandemia, o Brasil não enfrentou nenhum sobressalto no abastecimento de alimentos.

O diretor do Departamento de Financiamento e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, destacou que o ritmo de crédito agrícola está fluindo muito bem entre uma safra e outra. “Vamos entrar no próximo Plano Safra com uma oferta de recursos que é a maior que se colocou até hoje. Isso nos dá bastante tranqüilidade”, disse.


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