03/08/2022 às 10h21min - Atualizada em 03/08/2022 às 10h21min

Receio de crise econômica e avanço da colheita fazem a cotação do arábica recuar

Com alta demanda das indústrias a cotação do robusta teve alta de 1% no mês de julho

Redação com assessoria
CEPEA/Esalq
-
As cotações domésticas do café arábica encerraram julho em queda. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, posto na capital paulista, fechou o dia 29 a R$ 1.300,89/sc de 60 kg, recuo de 60,31 Reais/sc (-4,4%) em relação a 30 de junho.



Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio tanto da queda dos valores externos do grão como do avanço da colheita da safra 2022/23 no Brasil. No front externo, os futuros do arábica oscilaram com força no último mês, mas, no balanço, o quadro foi de queda, devido principalmente às preocupações com o baixo crescimento econômico chinês e aos temores de uma recessão global.



No Brasil, a colheita da safra 2022/23 de arábica avança. Dados levantados pelo Cepea junto a colaboradores indicam que, no encerramento do mês, as atividades se aproximavam dos 60% do total esperado para esta temporada. Já para o robusta, o cenário foi de valorização.





CAFÉ ROBUSTA


No dia 29, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 715,38/sc, elevação de 0,9% no acumulado de julho. Conforme colaboradores do Cepea, a valorização do robusta foi reflexo da maior demanda das indústrias, devido ao aumento da proporção utilizada em blends, uma vez que o preço do arábica está em patamares muito elevados.



O aumento das cotações, por sua vez, levou um maior número de produtores ao mercado em julho, permitindo o fechamento de negócios.





Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Disqus exige que voce se registre seu site. Voce pode fazer isso a partir de Registre-se
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp