03/08/2022 às 09h38min - Atualizada em 03/08/2022 às 09h38min

Queijo traz o sabor e a tradição da Serra da Mantiqueira

Queijo produzido pela familia Barros ficou em segundo lugar no Prêmio CNA Brasil Artesanal

Redação com assessoria
CNA BRASIL
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Uma família com uma tradição centenária para a produção artesanal. Uma localização com as condições adequadas. O resultado: um queijo vencedor do produtor rural Francisco Barros, um dos mais bem avaliados do Prêmio CNA Brasil na categoria “artesanais com 30 a 180 dias de maturação”.

 

Barros vem de uma família que produz queijos há mais de 120 anos no município de Alagoa, Minas Gerais. A prática passou de pai para filho e já venceu diversos prêmios no Festival do Queijo e Azeite de Alagoa e na Expoqueijo Araxá.

 

“Hoje minha produção é de leite próprio e totalmente familiar. Eu e minha família que fazemos tudo. Pertenço à terceira geração e meus filhos já estão seguindo nosso caminho”, afirmou.
 

Produção de queijos da família de Francisco Barros

Produção de queijos da família de Francisco Barros


 
 

O produtor explica que o clima, o tipo de gado, a pastagem e a altitude da cidade, localizada na Serra da Mantiqueira, contribuem para um queijo diferenciado.

 

“Nosso queijo foi chamado, por muito tempo, de queijo parmesão porque a fabricação começou com uma receita trazida por um italiano que achou o clima parecido com o de Parma, na Itália. Depois de vários estudos e pesquisas, já não é mais chamado parmesão. Hoje, nós temos um queijo com regulamento técnico com identidade ‘queijo artesanal de Alagoa’ e terroir próprio.”

 

Segundo Barros, ele se inscreveu no prêmio CNA Brasil porque acredita que o concurso foi uma oportunidade de mostrar seu produto.

 

“Achei que seria uma ótima oportunidade de mostrar que nossos queijos são muito bons, que o queijo artesanal tem qualidade, sabor e muita história envolvida. Já é um salto de visibilidade e isso já nos impulsiona muito.”

 

Queijo Sabor da Alagoa

Queijo Sabor da Alagoa



 

Com o valor recebido, o produtor ressalta que pretende alavancar as vendas. “No meio de tantos queijos conseguimos ficar em segundo lugar, e cada prêmio que a gente ganha mostra que nossos queijos são muito saborosos”, disse.


“Esse concurso foi um divisor de águas, valorizando o queijo artesanal brasileiro. É isso que os produtores precisam: ser valorizados e ter espaço para mostrar seus queijos para todo o Brasil”.

 

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