09/05/2022 às 12h23min - Atualizada em 09/05/2022 às 12h23min

Andar a cavalo tem sido utilizado com sucesso como tratamento de indivíduos com depressão e com necessidades especiais, tanto físicas como mentais

Por conta de seu temperamento dócil e o vínculo afetivo estabelecido com quem interage, o cavalo contribui para o desenvolvimento das atividades motoras, cognitivas, sensoriais, psicológicas e sociocomunicativas

Redação com assessoria
Botupharma
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De acordo com uma pesquisa feita nos Estados Unidos pela Edelman Intelligence em nome da HABRI e da Mars Petcare com 2.036 entrevistados, sendo 1.469 tutores de animais (72%), cerca de 26% destes afirmam que possuem algum tipo de criação pois sabem dos benefícios para a saúde mental. No caso dos entrevistados com mais de 55 anos, a porcentagem salta para 55%. Embora cães e gatos sejam constantemente citados quando o assunto é animais domésticos e seus benefícios para a saúde mental, há um outro que vem provando ser de grande auxílio também para a saúde física: o cavalo.

 

A equoterapia, também chamada de equiterapia ou hipoterapia, é um tipo de terapia com cavalos que serve para estimular o desenvolvimento da mente e do corpo. Por conta dos enormes benefícios gerados ao tônus muscular, postura e a capacidade de trabalhar o foco, concentração e percepção, a equoterapia é amplamente utilizada tanto como fisioterapia e tratamento de depressão quanto para o desenvolvimento biopsicossocial de indivíduos com deficiências ou necessidades especiais, como a síndrome de Down, paralisia cerebral, derrame, esclerose múltipla, hiperatividade, autismo, crianças muito agitadas ou com dificuldade de concentração, por exemplo. “A conexão com o cavalo atua criando estímulos sensoriais capazes de reorganizar o Sistema Nervoso Central e consequentemente, melhorando a função motora. Além disso, o vínculo afetivo estabelecido entre o paciente e o animal, contribui além do desenvolvimento das atividades motoras, acarretando em efeitos benéficos nas atividades cognitivas, sensoriais, psicológicas e sociocomunicativas” - explica a médica-veterinária da Botupharma, Bruna Fabro.

 

Constantemente associado à força e velocidade, o cavalo foi adaptado a utilizar toda sua força para a fuga de predadores, nunca para combate direto, o que o torna dócil quando devidamente inserido à convivência com humanos. “Se analisarmos desde os tempos mais remotos, quando o homem começou a domesticar o cavalo para transporte e carga, a história destes dois sempre foi, e ainda é baseada em muito respeito e confiança, assim como a história do homem com o cão” - complementa.
 

Apaixonantes nas telas, apaixonados fora delas
 

A indústria do cavalo é capaz de movimentar, R$16,15 bilhões ao ano e gerar 610 mil empregos diretos e indiretos aqui no Brasil. Além disso, há muitas personalidades famosas que também são apaixonados pela espécie e os têm como pets.

 

A modelo e celebridade americana, esposa do cantor John Legend, Chrissy Taigen, começou a andar a cavalo como terapia após ter sofrido um aborto espontâneo, de acordo com o site especializado em celebridades Page Six.

 

Outra entusiasta em cavalos, que levou a paixão a um nível acima, é a protagonista da extinta série The Big Bang Theory, Kealey Cuoco. A atriz monta desde os 15 anos e participa de provas de hipismo sob um pseudônimo para não ser reconhecida e poder competir sem favorecimentos. Seu marido, Karl Cook, é um renomado equitador e ambos possuem um haras cinematográfico.
 

Entre os octógonos e os cavalos de corrida
 

Quem acompanha o lutador Charles do Bronx nos octógonos, nem imagina que uma de suas paixões é andar a cavalo. Essa paixão começou ainda na infância, quando ficava admirando a criação de cavalos de seu tio. À medida que começou a conquistar inúmeras vitórias com o UFC, decidiu investir em cavalos de corrida. Hoje possui três da raça American Trotter: Mindanao, Ocelot e Graduada Década, que, assim como seu tutor, são atletas de alta performance e têm uma rotina de treino parecida com a do lutador. “Eles têm de manter o ritmo, por isso treinam todos os dias e, uma vez por semana, fazem uma corrida de explosão, sprint” - explica Gia, amigo de Charles e seu consultor equestre.

 

Os três american trotters passam por cuidados rotineiros no hipódromo da Sociedade Paulista de Trote. “Eles saem das baias todos os dias, são escovados, têm seus cascos limpos e vão trabalhar, que é como chamamos o treinamento deles: exercitam-se por meia hora, 40 minutos, num ritmo mais lento, só para aquecer os músculos”, conta Gia.

 

E embora o termo “investir” sempre seja citado quando se fala em aquisição de cavalos de raça, o consultor equestre dispara: “Se Charles e eu ganhamos dinheiro com os cavalos? A resposta é não. É muito difícil ganhar dinheiro com criação de cavalos no Brasil. Fazemos isso pela pura paixão mesmo.”

 

Assim que os treinos permitem, Charles de Bronx aproveita para arriscar-se nas provas. “Ele está montando bem”, conta o amigo. “Ganhou a última corrida. Ele é inteligente de verdade, escuta muito, faz o que a gente fala, segue certinho a estratégia.” Foi assim que o lutador venceu sua última corrida em Piracaia. 


 


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