05/04/2022 às 11h31min - Atualizada em 05/04/2022 às 11h31min

À beira do colapso e próximo de uma quebra na cadeia da suinocultura, produtores de MT fazem protesto e doam 3,5 toneladas de carne suína a entidades filantrópicas

Acrismat irá beneficiar 16 entidades filantrópicas, sendo nove instituições de Cuiabá e outras sete de Sorriso receberam cortes da proteína nos próximos dias

Assessoria
Acrismat
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Como forma de chamar atenção das autoridades para a crise enfrentada na suinocultura de Mato Grosso, a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) iniciou a doação de 3,5 toneladas de carne suína a 16 entidades filantrópicas em Cuiabá e em Sorriso (distante 397 km de Cuiabá). À beira do colapso e próximo de uma quebra na cadeia da suinocultura, produtores decidiram realizar a ação em forma de protesto e para cobrar medidas por parte do Governo do Estado para salvar os criadores.


 

As entregas começaram a ser realizadas na tarde desta terça-feira (29.03) em Sorriso, onde a associação entregou uma tonelada da proteína para as instituições Mãezinha do Céu, Casa do Oleiro, APAE de Sorriso, Casa de Apoio Santa Maria, Centro de Acolhimento Porto Seguro, Associação dos Amigos da Criança e do Adolescente Paróquia São Pedro Apóstolo e Lar São Francisco de Assis, todas localizadas no município de Sorriso.


 

Já em Cuiabá, as entregas começaram na manhã desta quarta-feira (30.03), com o Hospital de Câncer de Mato Grosso, que recebeu meia tonelada da proteína. Nos próximos dias, a associação doará mais duas toneladas para as instituições: Apae de Cuiabá, Pastoral do Imigrante, Fundação Abrigo Bom Jesus, Casa da Mãe Joana, Associação Espírita Wantuil de Freitas, Creche Vó Cristina, Associação Espírita Rafael Verlangieri e Associação Espírita Luz e Verdade.


 

A crise enfrentada pela suinocultura se arrasta há meses e de acordo com a Acrismat, os produtores amargam prejuízos de até R$ 300 por animal vendido. Por conta desta situação insustentável, vários produtores encerraram as atividades nas últimas semanas. A alta no preço do milho e do farelo de soja, principais insumos para a ração fornecida aos animais, elevou o custo de produção para quase R$ 7,00 para produzir um quilo da proteína, enquanto o valor médio pago ao suinocultor pelo quilo do animal está em torno de R$ 4,50.


 

“É a pior crise que a suinocultura de Mato Grosso já passou. Estamos próximos de uma situação irreversível e que pode acarretar no fechamento de aproximadamente 20 mil postos de trabalho. Até o momento, apesar dos esforços da associação, nenhuma medida foi tomada para evitar esse colapso”, explicou o presidente da Acrismat, Itamar Canossa.


 

A associação já se reuniu com deputados estaduais, inclusive integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), além de um encontro com o governador Mauro Mendes, para pleitear a implantação de medidas emergenciais, mas até o momento nenhuma solicitação foi atendida. “Pedimos a inclusão de novas finalidades da atividade no Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) e a redução do ICMS para frigoríficos na comercialização da carne suína. São medidas emergenciais que podem determinar a quebra da atividade ou não, e pode evitar que uma situação irreversível aconteça”, explica Canossa.


 

Ainda de acordo com a associação, a cadeia da suinocultura é responsável pela geração direta e indireta de 20 mil postos de trabalho em Mato Grosso.






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