31/03/2022 às 12h14min - Atualizada em 31/03/2022 às 12h14min

Com queda na umidade do solo, desenvolvimento das lavouras de segunda safra preocupa produtores em Minas Gerais e centro-norte do Mato Grosso do Sul

Chuvas em abril e maio serão determinantes para bom desempenho da safra

Redação com assessoria
EarthDaily Agro
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A região centro-norte de Mato Grosso do Sul e parte do estado de Minas Gerais apresentam umidade do solo de 20% a 50% abaixo da média no início do desenvolvimento das lavouras de milho segunda safra. Até o dia 23 de março, a precipitação acumulada no mês no centro-norte do Mato Grosso do Sul foi de 366,74 milímetros, abaixo da média de 574,10 mm. Há previsão de chuvas entre 47 e 64 mm. “Acreditamos que este volume pode ser suficiente para aumentar a umidade do solo no curto prazo, em tempo para permitir o bom desenvolvimento das lavouras de milho safrinha”, explica Felippe Reis, analista de safra da EarthDaily Agro.

 

Já em Minas Gerais, a precipitação acumulada (de 1 a 23 de março) é a menor dos últimos anos – 30,99 mm - e inferior à de 2007 (de 39,79 mm) e 2016 (101,93 m), anos em que o estado registrou quebra histórica da segunda safra, com produtividades de 2,2 mil kg/ha e 3,3 mil kg/ha - na média dos últimos 5 anos a produtividade foi de 5,4 mil kg/ha. “A umidade do solo está bem abaixo da média e a expectativa é de leve melhora no início de abril, sendo necessário monitoramento nesse período”, aponta o analista.

 

A EarthDaily Agro, empresa que monitora áreas agrícolas a partir de análises de imagens de satélite, indica um cenário ideal para o Paraná, até o momento, para o bom desenvolvimento das lavouras de milho segunda safra, com boa umidade do solo e precipitação acumulada de 145 milímetros em março – dentro da média mensal. “É um alento depois da quebra da safra de soja. O ciclo do milho safrinha ainda está no começo e vale a pena acompanhar as lavouras”, afirma.

 

Em Goiás, na última semana, a precipitação acumulada foi abaixo de 10 milímetros (contra média de 48mm), resultando em queda acentuada da umidade do solo, que deve continuar abaixo da média, apesar da maior precipitação prevista para o fim de março e início de abril. “Por enquanto, a seca ainda não é um fator de alto risco, mas sua duração e intensidade devem ser monitorados”, explica Felippe Reis.

 

No Mato Grosso, a precipitação acumulada na última semana foi de 42,77mm, abaixo da média de 60,29 mm, e com isso, a umidade do solo diminuiu. As condições climáticas de abril e maio serão determinantes para uma boa produção. Por enquanto, a previsão ainda aponta para um cenário mais favorável nas próximas duas semanas, com chuvas entre 62 e 97 mm. Em 2021, o volume de chuvas no mesmo período foi de 32,4 mm.


 

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