30/03/2022 às 10h37min - Atualizada em 30/03/2022 às 10h37min

Algodão: preço renova máximas seguindo alta do mercado externo

Entre 22 e 29 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma subiu 3,25%, fechando a R$ 7,2799/lp na terça-feira, 29.

Redação com assessoria
CEPEA/Esalq
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Os preços domésticos do algodão em pluma seguem em alta e renovando os recordes nominais da série histórica do Cepea, iniciada em 1996 para este produto. O avanço está atrelado à posição firme de vendedores e, sobretudo, à forte valorização dos contratos da pluma na Bolsa de Nova York (ICE Futures).



Entre 22 e 29 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma subiu 3,25%, fechando a R$ 7,2799/lp na terça-feira, 29. Na parcial de março, a elevação é de 5,72%.









Segundo colaboradores do Cepea, boa parte das indústrias tem utilizado produtos em estoque e/ou recebido a matéria-prima de contratos a termo, evitando adquirir novos lotes nos atuais patamares de preços. Algumas empresas trabalham com a capacidade reduzida, visto que ainda há dificuldades nas vendas e no repasse de valores ao longo da cadeia têxtil.



Agentes indicam que o movimento no varejo ainda está enfraquecido, diante do fragilizado poder de compra da população. Já vendedores seguem pedindo preços maiores, o que limita a liquidez no spot.



Além do preço, a qualidade também é um fator limitante para as negociações, uma vez que há divergências entre a qualidade exigida por indústrias e a disponibilizada por vendedores. 


ALTA RECORDE EM MT


O preço da pluma disponível em MT valorizou 0,77% na última semana, ante a anterior, com média de R$ 226,76/@. Quanto à paridade, os contratos de jul. 22 e dez.22 fecharam com média de R$ 211,51/@ e R$ 189,78/@, aumento de 3,88% e 0,95% no mesmo período, respectivamente.



As valorizações estão atreladas à alta da pluma na bolsa de NY. Para se ter ideia, o contrato corrente e o de jul.22 apresentaram altas significativas de 8,42% e 8,71% na última semana, respectivamente.



O alto índice de seca nos EUA e as perspectivas de baixos níveis de chuvas a longo prazo no país — segundo dados do NOAA —, tem gerado incerteza no mercado quanto à oferta da pluma mundial, o que influenciou as cotações na bolsa.



Por fim, os preços no estado só não estão maiores devido à constante queda do dólar, que, por sua vez, é reflexo das incertezas do mercado financeiro mundial. 



 

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