25/03/2022 às 12h20min - Atualizada em 25/03/2022 às 12h20min

Agro: Guerra pode modificar formas de negociação com empresas do agronegócio brasileiro

Com importações e exportações comprometidas, empresas podem receber incentivos para pesquisa de fertilizantes, além da busca de novos mercados

Assessoria
Integrity
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A guerra iniciada pela Rússia causa uma série de situações às demais nações, impactando desde áreas econômicas, sociais e rurais de vários países. No Brasil, a atenção se volta ao agronegócio, já que o país é o maior exportador de fertilizantes aos brasileiros, impactando diretamente, a safra 2022/2023. De acordo com dados da Comex Stat, da produção russa em 2021, cerca de 23% dos insumos foram importados pelo Brasil, que vê o momento com preocupação. 

 

Segundo Edgard Rodrigues Rocha Junior, Diretor Jurídico e de Commerce da Integrity, empresa voltada a iniciativas corporativas e membro do AML Group, além das questões de relacionamento com o país estarem estremecidas, as sanções comerciais também podem ser um impeditivo para a realização de negociações. “As sanções impostas à Rússia por outros países podem refletir diretamente nas empresas brasileiras, uma vez que não é de bom tom que as relações comerciais sejam mantidas quando esses embargos são anunciados. Estamos falando de um sistema brasileiro de agronegócio integrado, com uma cadeia dependente da outra, então, acredita-se que por mais que sejam os fertilizantes o principal problema, essa ação resultará em outras pontas, sejam elas produtivas e para o consumidor”, destacou.

 

Porém, de acordo com Edgard, essa situação pode também ser uma oportunidade para que o Brasil diversifique seus fornecedores ou ainda intensifique as pesquisas para a produção do insumo. “Existem mercados que poderiam suprir esta demanda, como a China, por exemplo, porém, é preciso avaliar de forma estratégica, já que no passado o Brasil passou por situações delicadas com o país. Quando falamos que o Brasil atenderia a demanda,  estamos com os olhares voltados para o futuro, já que as pesquisas estão avançadas, mas sem muito incentivo para que evolua de forma rápida e absorva essa demanda”, explicou Rocha Junior. 

 

Edgard salienta que este também pode ser um bom momento para que as negociações do agro brasileiro sejam reavaliadas e passem a atender as demandas de órgãos e entidades, que exigem empresas alinhadas às melhores práticas de ESG, com políticas de integridade, além de avaliarem possíveis situações que desabonem a negociação. “O mundo está passando por uma busca pela sustentabilidade e o agro está com os olhares voltados para isso neste momento. Temos órgãos reguladores no exterior que se recusam a trabalhar com empresas que possuem registros de crimes ambientais ou então ações que possam desabonar essa relação comercial.”

 

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