24/03/2022 às 10h06min - Atualizada em 24/03/2022 às 10h06min

Preço da carne recua e poder de compra do suinocultor em março é o pior em muitos anos

Com preço atual do milho e do farelo a situação dos suinocultores independentes está muito difícil

Redação com assessoria
CEPEA/Esalq
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Segundo informações do Cepea, o poder de compra dos suinocultores de Santa Catarina e de São Paulo frente ao milho e ao farelo de soja aumentou nesta parcial de março em relação ao mês anterior.



De acordo com pesquisadores, apesar dessa reação, o cenário atual ainda é o pior para um mês de março em toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2004.



Dados indicam que os preços dos suínos subiram entre o fim de fevereiro e o início de março, mas as cotações do milho e do farelo, que já estavam em patamares elevados, também avançaram, resultando em um contexto bastante desafiador ao produtor independente. 



 
COTAÇÕES 

 
 
Nesta quinta-feira, 23, segundo o Cepea, o indicador do suíno vivo em Minas Gerais está cotado a R$6,07 o quilo, posto no frigorífico.


A praça de São paulo tem o suíno vivo cotado a R$5,76 o quilo, posto no 
frigorífico.


No Paraná está cotado em R$5,03 o quilo, a retirar na granja.


Em Santa Catarina o preço é de R$4,81 o quilo, a retirar, e no Rio Grande do Sul segue cotado a R$5,17 o quilo.


 





Para a carcaça suína especial o preço praticado nesta sexta-feira, 18, é de R$8,73 o quilo.








CONVOCAÇÃO PARA MANIFESTAÇÃO 

 
A situação está muito difícil para os suinocultores independentes, tanto que em entidades estão organizando em Santa Catarina uma manifestação exigindo alternativas do governo federal e estadual para conter o alto custo de produção e a desvalorização do quilo do suíno vivo, produtores uniram forças para promover um grande manifesto na próxima terça-feira (29), na Praça Padre Roer, em frente a Igreja Matriz em Braço do Norte, Santa Catarina, com início às 9h30.


 
Na ocasião, será distribuída carne suína gratuitamente para a população. O intuito do ato pacífico é mostrar a desvalorização do trabalhador rural que não tem seu produto valorizado de forma justa. Além disso, a mobilização visa tornar público a indiferença política diante das demandas urgentes do setor. Por fim, a distribuição de carne suína visa incentivar as pessoas a consumirem mais a proteína.


 
Toda a manifestação terá transmissão ao vivo pelo perfil oficial da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) no Facebook e também pelo portal de notícias (www.accs.org.br).


 
Conforme levantamento da ACCS, o prejuízo atual do suinocultor independente passa dos R$ 300,00 por animal vendido. Hoje, o preço pago pelo quilo do suíno vivo é de R$ 5,00 e o custo de produção passa dos R$ 8,00. Esse cenário desesperador ocorre em meio aos recordes de exportação da carne suína e da lucratividade em ascensão das maiores agroindústrias do Brasil.



 

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