17/03/2022 às 11h52min - Atualizada em 17/03/2022 às 11h52min

Operação da Polícia Federal combate criação de gado em terra indígena em MT

Cacique recebia R$ 900 mil por mês por arrendamento, esquema envolvia lideres indígena, servidores da Funai e fazendeiros.

Redação com assessoria
Jornal de Brasilia e Folhamax.com
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a Operação Res Capta que tem o objetivo de desarticular esquema de corrupção que envolvia fazendeiros, liderança indígena e servidores da FUNAI, que realizavam arrendamentos ilegais na Terra Indígena Xavante Marãiwatsédé para desenvolvimento de atividade pecuária. A operação visa combater também a degradação ambiental na terra indígena causada pela criação de gado .

 

Mais de 50 policiais federais participaram da ação para cumprimento três mandados de prisão, sete mandados de busca e apreensão e sequestro de bens, duas ordens judiciais de afastamento de cargo público, duas ordens judiciais de restrição ao porte de arma de fogo e outras 15 medidas cautelares diversas da prisão nas cidades de Ribeirão Cascalheira/MT e Barra do Garças/MT.

 

Durante a investigação foi constatado que servidores da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) em Ribeirão Cascalheira/MT estariam cobrando valores de grandes fazendeiros da região para direcionar e intermediar arrendamentos no interior da Terra Indígena Xavante Marãiwatsédé. 



Além da propina aos servidores, os 15 arrendamentos estariam gerando repasses de aproximadamente R$ 900 mil por mês à liderança indígena Xavante. 


 

Exames periciais apontaram extenso dano ambiental provocado por queimadas para formação de pastagem, desmatamento e implantação de estruturas voltadas à atividade agropecuária. 

 

Apenas em quatro dos 15 arrendamentos ilícitos, os peritos criminais federais estimaram o valor para reparação do dano ambiental em R$ 58.121.705,87. 




PF investiga arrendamentos ilegais de terra indígena para atividade  pecuária - Jornal de Brasília

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Em razão de pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, a Justiça Federal em Barra do Garças/MT ainda consignou que os fazendeiros que estão arrendando terras no Interior da Reserva Indígena Marãiwatsédé devem desocupar a área e retirar de lá todo o gado, estimado em aproximadamente 70 mil cabeças, no prazo de 45 dias, sob pena de prisão.

 

Caso descumprida a ordem judicial, poderá ser decretada a prisão dos arrendatários – já qualificados – assim como determinado o sequestro de todo gado inserido na Reserva Indígena.

 

A tradução literal da palavra em latim Res Capta é coisa tomada, que é justamente o que ocorreu no passado e está ocorrendo atualmente com a Terra Indígena Marãiwatsédé.

 

Fonte: Folhamax.com

 


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