28/02/2022 às 14h05min - Atualizada em 28/02/2022 às 10h38min

Guerra entre Rússia e Ucrânia já elevou o preço dos fertilizantes em 6%

Com menos de uma semana de conflito o preço dos fertilizantes derivados de ''uréia'' saltou para US$642 a tonelada

Redação com assessoria
Agência Brasil / CNN Brasil / CNA
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Segundo informações da Confederação Nacional da Agricultura e da CNN News Brasil, o conflito entre Rússia e Ucrânia está elevando ainda mais os custos dos fertilizantes essenciais para a agricultura brasileira, e por consequência, gerando alta nos custos de produção dos produtos agrícolas nacionais.


Em dólar, o valor pago pelos fertilizantes derivados de ureia atingiu US$ 642 a tonelada no porto de Paranaguá, no Paraná, na quinta-feira, 24. O valor é 5,8% superior aos US$ 607 registrados uma semana antes, em 17 de fevereiro, segundo a CNA.


 

Os fertilizantes derivados de cloreto de potássio (KCl) tiveram aumento de 1,1% no mesmo período, para US$ 867 a tonelada em Paranaguá. Já os fertilizantes do tipo fosfato monoamônico (MAP) tiveram alta de 0,5%, para US$ 971 a tonelada. A CNA nota que o preço desses insumos já estava em trajetória de alta, e a tendencia se intensificou com a escalada dos problemas geopolíticos.

 

A entidade não relata problemas no fornecimento de fertilizantes. Nesse mercado, a Rússia é o maior exportador mundial (com participação de 13,3%) e a Belarus, o quinto (4,96%). Por outro lado, o Brasil é o maior importador mundial, com cerca de 13% de todo o volume comprado pelo planeta.

 

“Não há notícias sobre restrição às exportações da Rússia e Ucrânia ou comprometimento da produção até então. Contudo, os conflitos estão bem próximos de regiões produtoras de milho e trigo”, cita a CNA.

 

A entidade nota que é preciso atenção ao tema, já que produtores ucranianos devem começar a semear milho nas próximas semanas, em abril. “Se os conflitos se intensificarem, o plantio e produção podem ser prejudicados e, posteriormente, as exportações”.
 


BOLSONARO


O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou em entrevista coletiva concedida neste domingo, 27, que a questão dos fertilizantes "para o Brasil é uma questão sagrada", e que portanto, o Brasil tem que enfrentar a situação entre Rússia e Ucrânia com muito "equilíbrio".

 

O presidente lembrou que a crise entre os dois países traz sérios problemas  econômicos para o Brasil, em especial para a agricultura.


O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados na produção agrícola, e tem parceria comercial com os russos, um dos maiores produtores do insumo no mundo.


Bolsonaro disse ainda que “nós não vamos tomar partido, vamos continuar pela neutralidade e ajudar no que for possível em busca da solução”, afirmou Bolsonaro”.


 




 

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