23/02/2022 às 08h46min - Atualizada em 23/02/2022 às 08h46min

Agricultores da região Sul estão sendo prejudicados pelas seguradoras que estão atrasando a liberação de áreas de soja e podem prejudicar segunda safra de milho

Os produtores pedem emissão de laudos atestando perdas causadas por estiagem na Região Sul

Redação com assessoria
Aprosoja Brasil
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A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) informou através de sua página oficial que tem recebido nas últimas semanas inúmeras reclamações de produtores da Região Sul, em especial do estado do Paraná, sobre lentidão das seguradoras em atender aos chamados para que os peritos emitam laudo de perdas das lavouras de soja em decorrência da estiagem.

 

Segundo a entidade a demora em liberar a área afetada, embora sejam notórios o evento climático e o prejuízo ao produtor, terá como consequência o atraso do plantio da segunda safra de milho, com perdas irreversíveis de produtividade, como observado na safra passada, inclusive de plantio fora do período definido no zoneamento.

 

Diante desta situação a Aprosoja Brasil solicita que os bancos e seus seguradoras promovam uma ação emergencial para que os laudos sejam emitidos e as área liberadas. Só assim a situação se normalizará.



A entidade solicitou ainda a atuação efetiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para mediação a situação, buscando corrigir os atrasos das seguradoras.



A situação é muito dificil para os agricultores da região já que a estiagem que assola os 3 estados do Sul do país causou prejuízos bilionários aos produtores rurais.



Somente no Paraná, segundo estimativas do Deral Paraná as perdas computadas na soja representam mais de R$ 23 bilhões, as do milho somam R$ 2,2 bilhões e no feijão, os prejuízos ultrapassam R$ 395 milhões. Todo esse montante deixará de circular na economia paranaense, afetando praticamente todos os segmentos.



Em Santa Catarina os prejuízos na agricultura são superiores a 3,7 bilhões, segundo informações da Epagri-SC.



A situação do agricultor gaúcho não é melhor, segundo a Fecoagro-RS, os prejuízos causados pela seca aos agricultores do Rio Grande do Sul são estimados em 36,14 bilhões de reais.



Além do prejuízo aos agricultores, é dinheiro que deixa de circular nas cidades afetadas, que em muitos casos é o motor que gira a economia local. O principal problema é a diminuição de empregos e renda dos trabalhadores e empresas ligadas ao agronegócio.  


 

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