18/02/2022 às 11h39min - Atualizada em 18/02/2022 às 11h39min

Milho: com negócios em volumes menores a cotação da saca segue estável

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) está cotado a R$ 96,51/saca de 60 kg

Redação com assessoria
CEPEA/Esalq
-
Mesmo com recentes estimativas indicando redução na produção brasileira de milho da atual temporada, os preços internos seguiram praticamente estáveis na primeira quinzena de fevereiro na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.



Esse cenário se deve ao enfraquecimento da demanda. Consumidores estão resistentes em adquirir o cereal nos atuais patamares e, com isso, trabalham com o produto em estoque. Vendedores, por sua vez, estão concentrados na colheita de soja e sem necessidade de “fazer caixa”.



Entre 31 de janeiro e 17 de fevereiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) caiu leve 0,9%, fechando a R$ 96,51/saca de 60 kg no dia 17. Nessa região, que é marcada por um grande número de demandantes, compradores relatam estoques confortáveis.



Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços do cereal subiram 1% no mercado de balcão (ao produtor), mas recuaram ligeiro 0,4% no de lotes (negociação entre empresas). No campo, produtores começam a calcular as perdas causadas pela falta de chuvas.




Os relatórios divulgados em fevereiro pela Conab e pelo USDA já apresentam reajustes negativos na produção, influenciados pela queda na safra verão, que teve a produtividade prejudicada pela seca entre novembro e dezembro, período de enchimento de grãos.




A Conab estimou, neste mês, safra 2020/21 de 112,34 milhões de toneladas, queda de 600 mil t em relação ao relatório de janeiro/22, mas ainda a maior da história. Para o USDA, a produção brasileira se reduziu em 1 milhão de t, para 114 milhões.


 

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Disqus exige que voce se registre seu site. Voce pode fazer isso a partir de Registre-se
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp