01/02/2022 às 08h46min - Atualizada em 01/02/2022 às 08h46min

Soja tem alta de 6,93% em janeiro e preços devem se sustentar neste patamar devido aumento na demanda

O prêmio de Santos-SP registrou alta de 19,05% na última semana de janeiro e Conab já estima quebra da safra em 4,5%

Redação com assessoria
IMEA MT e CEPEA
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O desenvolvimento da cultura vem ocorrendo de maneiras distintas nos estados brasileiros, variando conforme o clima nas regiões.


Em alguns estados o clima favoreceu a cultura, como em Mato Grosso onde o grão já começou a ser colhido, e em Goiás, no qual a semeadura e as condições para o desenvolvimento das lavouras seguem em plena evolução.


Contudo, o Rio Grande do Sul e o Paraná foram prejudicados pela ausência de chuvas, afetando o desenvolvimento inicial da cultura e com alguns prejuízos já consolidados.


Com isso, a Conab revisou sua estimativa de safra, que exibiu redução de 4,50% na previsão de janeiro/22, em relação a dez/21 e, desse modo, a produção da oleaginosa no Brasil ficou projetada em 125,50 milhões de toneladas.



Com a demanda por soja superando a oferta no mercado interno, levando os preços a registrarem recordes nominais. De acordo com pesquisadores do Cepea, indústrias domésticas e compradores internacionais estiveram mais ativos nas aquisições da soja brasileira nos últimos dias.









EM MT


Com timidez no mercado interno da soja e a alta em Chicago, o preço disponível da saca em MT apontou aumento de 0,66% no comparativo semanal. 


Devido ao aumento na demanda externa pela oleaginosa, o prêmio de Santos-SP registrou alta de 19,05% ante a semana passada.


Reflexo da estiagem em algumas regiões do país, o preço médio da saca brasileira teve aumento de 2,11% em relação à semana passada.



Com a colheita de soja a todo vapor em MT e uma produção recorde aguardada de 38,14 milhões de t, um ponto ganha atenção: a armazenagem.


E nesse sentido, apesar da comercialização mais lenta na safra 21/22 em comparação com a 20/21 – 50,48% até dez/21 contra 68,54% no mesmo período – é esperado que o cenário de armazenagem não seja muito diferente dos anos anteriores para a soja, uma vez que as vendas da safra 21/22 tem avançado de acordo com a média dos últimos anos e ainda, segundo a Conab, a capacidade de armazenagem cresceu 453,13 mil toneladas de jan/21 a jan/22 no estado.


Por outro lado, quando analisamos em conjunto com a segunda safra de milho, o déficit de armazenagem de grãos esta estimado em 54,28 milhões de toneladas na safra 21/22, visto que, mesmo com o aumento nos investimentos, é esperado que as produções de soja e milho na 21/22 apresentem um crescimento anual de 5,79% e 21,75%, respectivamente.

Com isso, caso as expectativas se confirmem, será importante planejamento dos produtores, para que esse gargalo não impacte sobre os resultados da safra






 

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