01/02/2022 às 07h22min - Atualizada em 01/02/2022 às 07h22min

Preço do milho fecha janeiro com alta próxima a 8%, na bolsa, contrato para março, o cereal é negociado a R$98,76/saca

Seca na região Sul e rumores de guerra na Ucrânia, que é o 6° produtor mundial de milho, mantém o preço das commodities em alta

Redação com assessoria
Cepea/Esalq e Imea-MT
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Os impasses geopolíticos da última semana envolvendo, principalmente, a Rússia e a Ucrânia impulsionaram os preços das commodities no mundo.



Para o milho o impacto foi ainda maior, isso porque, de acordo com a última estimativa do USDA, a produção na Ucrânia apresentou um incremento de 5,00% ante o relatório passado, e alcançou 42 milhões de t (6º maior produtor mundial).



Cabe destacar que esse aumento na oferta mundial foi um contraponto ao cenário pessimista visto na América do Sul e, além disso, o relatório apontou que esse volume pressionou as exportações dos EUA, visto que a Ucrânia é um grande exportador de milho para a China.



Diante desse cenário, as cotações do milho na CMEGroup apresentaram elevação de 2,75% e fecharam a última semana com valor médio de US$ 6,23/bu.



Por fim, é valido ressaltar que, para as próximas semanas, as oscilações do preço do cereal podem continuar sendo influenciados, conforme o mercado acompanha os desdobramentos do impasse.



Dentre as principais regiões produtoras de safra verão de milho (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais), os preços recuaram apenas nos mercados mineiro e paulista nos últimos dias, conforme apontam dados do Cepea.



No Sul do País, apesar de as cotações avançarem com menor intensidade do que nas semanas anteriores, as altas prevaleceram, impulsionadas pelas condições climáticas adversas.



Especificamente na região de Campinas (SP), referência para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, as cotações recuaram 0,95%, fechando a R$ 97,40/sc de 60 kg na sexta-feira, 28 – no entanto, no acumulado de janeiro (até o dia 28), a alta é de quase 8%. O menor interesse por parte dos consumidores pressionou as cotações.







Em MT, o preço médio do milho disponível apresentou uma elevação de 6,51% em relação à última semana de levantamento do Imea, ficando cotado na média de R$ 74,25/sc



Já o preço médio na bolsa brasileira também apresentou valorização de 1,05% em relação à semana passada e ficou cotado em média a R$ 100,09/sc.



Nas cotações do cereal, de acordo com indicador Cepea, apresentaram uma variação de -0,07% em relação à semana passada, com valor médio de R$ 97,67/sc.




Com o avanço na colheita da soja em Mato Grosso, a semeadura do milho para a safra 21/22 segue ritmo acelerado.



De acordo com o levantamento feito pelo Imea, a semeadura do cereal apresentou um incremento na última semana de 16,99 p.p. e totalizou 26,70% das áreas esperadas até a sexta-feira (28/01).



Assim, a safra passa a ficar 12,44 p.p. à frente da média dos últimos cinco anos e 24,57 p.p. à frente da safra passada, que neste mesmo período contava com apenas 2,13% das áreas semeadas.



Mesmo com o avanço, as regiões centro-sul, sudeste e oeste ainda estão com o foco voltado para a semeadura do algodão e, segundo informantes, a tendência é de que a evolução nessas regiões ganhe ritmo acelerado a partir de fevereiro.



Por fim, com relação às previsões de chuva, o Tempo Campo estima acumulados expressivos para os próximos sete dias em alguns municípios produtores, o que é um ponto de atenção para os trabalhos no campo na próxima semana.







 
 
 

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