28/01/2022 às 08h29min - Atualizada em 28/01/2022 às 08h29min

Safra de soja terá quebra de 39% e milho de 13% no Paraná devido a seca

Com isso os prejuízos financeiros para os produtores paranaenses com as lavouras de soja, milho e feijão deve ser de aproximadamente R$ 30 bilhões.

Redação com assessoria
DERAL PR
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O boletim elaborado pelo Deral-PR, afirma que haverá uma redução em 39% na produção de soja no estado para a safra 2021/22, em relação ao potencial. A lavoura de feijão terá 31% a menos na produção em relação à projeção.
 

Por se tratar de commodity, esses produtos dependem de várias conjunturas, inclusive oscilações decorrentes de produção internacional, mas as perdas monetárias para os produtores paranaenses devem se posicionar entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões.


O maior impacto para a redução de produção e perda de renda é essencialmente o climático, com a estiagem forte iniciada em 2019, aliada ao calor intenso tanto no ambiente quanto no solo.




Foto: Gilson Abreu / AEN PR 

 

“Conforme vínhamos nos posicionando desde final de dezembro, há um efeito negativo intenso na produção agrícola, nós perdemos muita produção com essa estiagem prolongada, essa escassez hídrica, essas altas temperaturas no ambiente, no solo, provocaram perdas de elevada monta em culturas como soja, milho, feijão, tabaco, produção de silagem para alimentação de gado de leite, produção de hortaliças, de frutas, pastagens, enfim, toda forma de vegetação sofreu e sofre”, disse o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara.


A estimativa divulgada pelo departamento destaca uma redução bastante significativa das culturas de soja, milho e feijão.


“Principalmente a soja, que corresponde a mais de 90% da área plantada de grãos no Estado do Paraná”, salientou. “Qualquer redução de produção impacta diretamente na economia local e regional, pois o Paraná é um estado bastante ligado ao agronegócio”.



MILHO


Foto: arquivo


O cenário climático adverso também provocou perdas irreversíveis para os produtores de milho da primeira safra. Em relação ao potencial produtivo de 4,3 milhões de toneladas, que tinha sido previsto, a baixa já ultrapassa 1,6 milhão de toneladas (36% a menos). Com isso, o campo deve render, de acordo com os dados atuais, 2,7 milhões de toneladas. Isso representa redução de 13% em relação ao produzido na safra 2020/21.
 

“Em termos financeiros, a preços de hoje, o campo deixa de movimentar aproximadamente R$ 2,3 bilhões com esse cereal”, afirmou Gervásio. Neste momento, a colheita chegou a 8% da área estimada de 437,5 mil hectares. Nas lavouras espalhadas pelo Estado, 38% da área estão em boas condições, o mesmo percentual é considerado em situação mediana e 24% estão em posição desfavorável.

A estiagem refletiu também na produtividade do milho. A previsão é que na atual safra sejam colhidos 6.232 quilos por hectare. No ciclo de 2020/21, foram 8.372 quilos por hectare. Como a colheita da soja avança de forma mais acelerada que o habitual, o plantio de milho segunda safra também está adiantado. Nesta semana foram plantados 5% da área total estimada em 2,6 milhões de hectares, com expectativa de se colher 15,2 milhões de toneladas.

 

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