19/01/2022 às 11h12min - Atualizada em 19/01/2022 às 11h12min

Suinocultores de Santa Catarina e Rio Grande do Sul tem prejuízo de R$300,00 por animal vendido

Nos últimos dias a Acrismat de MT informou que por lá os prejuízos por animal vendido estavam na casa de R$180,00 no estado

Emerson Luis de Mesquita
ACCS
-
Na última segunda, (17) a Associação de Criadores de Suíno de Mato Grosso, ACRISMAT, informou a imprensa da situação atual da suinocultura no estado.

Segundo a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), o custo de produção no Estado está, em média R$ 6 por/quilo, enquanto o preço pago ao suinocultor está em torno de R$ 4,20/kg para fora do Estado e R$ 4,50/kg no mercado interno.

Após a publicação da notícia em nosso portal e em nossas redes sociais, recebemos a informação de suinocultores de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul alegando que por lá a situação é ainda pior.

Segundo os suinocultores independentes da cidade gaúcha de Porto Vera Cruz o preço pago pelo suíno no dia de hoje dá prejuízo de R$285,00 por animal ao suinocultor.

Na região de Santa Rosa os frigoríficos estão pagando R$3,80/kg aos produtores independentes. 

Para os produtores, é urgente uma ação do poder público para evitar a quebradeira dos suinocultores brasileiros.

No mercado de Santa Catarina, suinocultores de Arroio Trinta-SC informaram que o preço está em R$4,00/kg e ainda assim não tem quem compre. Se vender nesse preço cada animal dá prejuízo de R$300,00.


A atividade, que é estremamente importante para a economia de Santa Catarina está atravessando muitas dificuldades, uma vez que o custo de produção está muito além da margem de lucro. A situação se agrava para os produtores independentes, que arcam com todas as despesas na produção.

Na semana passa a situação foi apresentada a ministra Tereza Cristina durante sua visita a Chapecó-SC para acompanhar a situação da estiagem na região Sul.

O presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi solicitau a ministra que o Governo Federal repactue as dívidas dos suinocultores e coloque à disposição uma linha de crédito específica de retenção de matrizes para que possamos atravessar esse momento de dificuldade.

"Precisamos de alternativas urgentes para que a produção de carne suína volte a ter viabilidade”, enfatizou o presidente da ACCS.

Na reunião a ministra garantiu que vai levar os pleitos da entidade para a cúpula econômica do governo.

“Os suinocultores catarinenses fazem um trabalho formidável pelo nosso país. Sabemos das dificuldades que estão atravessando. Nós viemos ouvir as reivindicações, levar adiante para o governo e em breve apresentar alternativas do que pode ser feito. Queremos que vocês tenham condições de produzir, gerar renda e aumentar seus negócios”, ressalta Tereza Cristina.


QUEBRADEIRA

Segundo os produtores gaúchos, cinco granjas já fecharam na Região de Santa Rosa-RS, e muitos produtores abandonaram a produção e ficaram com as dívidas do financiamento para contrução dos barracões.

A conta não fecha com o elevado preço do milho que em Arroio Trinta-SC está em R$110,00/sc, e quem tem esta segurando a venda, afirmou o suinocultor Cleberson Vigolo.

O alto custo de produção e o baixo valor pago pelo quilo do suíno ao produtor trazem cenário assustador para a atividade.

Segundo produtores, sem uma ação urgente do Governo Federal e dos estados, a quebradeira vai ser generalizada.


Para debater o assunto, associações de criadores em conjunto com a ABCS, terão uma agenda com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, em Brasília, no dia 26 de janeiro.

Confira ao pleitos da ACCS ao governo federal:

  • Uma linha de Crédito Especial para o Produtor Independente (sem integração), com prazo de 15 anos, carência de 2 anos e com taxa de juros subsidiada, assim como a concessão de limite de crédito de 2,5 milhões de reais por beneficiário;
  • Repactuação das dívidas de Custeio e Investimentos já contratados, com menor taxa de Juros e Prazos mais longos;
  • Compra de Carne Suína para serem fornecidos em Programas Federais como o Bolsa Família, fornecimento nas refeições dos Presídios, fornecimento na merenda escolar das escolas, etc. O problema da suinocultura hoje é a super oferta de suínos no mercado, sendo que se diminuir a oferta a carne tem espaço para subir, pois a carne bovina está com preços bem elevados;
  • Disponibilidade de Milho da Conab a preços mais acessíveis para o produtor independente (sem integração), sem a exigência da Declaração de Aptidão ao Pronaf – DAP, para poder diminuir os custos atuais que hoje estão em torno de R$ 8,00/kg e o preço recebido gira em torno de R$ 4,50/kg.
 


Fontes: ACCS / Canal Rural


 

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Disqus exige que voce se registre seu site. Voce pode fazer isso a partir de Registre-se
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp