11/01/2022 às 10h49min - Atualizada em 11/01/2022 às 10h49min

Insatisfeitos com o baixo preço pago ao leite pelos laticínios, casal Investiu em queijaria e melhorou a rentabilidade da propriedade

O casal de produtores de Ituiutaba-MG investiu na produção do Queijo Minas Artesanal e agora colhe os bons resultados

Redação com assessoria
Emater MG
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A agroindustrialização é uma alternativa para a agricultura familiar agregar valor à matéria prima. O sucesso desta alternativa depende muito do grau de comprometimento e conhecimento do produtor rural sobre a realidade que envolve a atividade e o mercado, que exige um produto de boa qualidade.

Carlos Cunha e Sangisleia Cunha, conhecida como Leia, estavam insatisfeito com o baixo preço pago ao leite pelos laticínios da região e queriam encontrar uma saída para valorizar o leite produzido na propriedade de 16 hectares, que funciona em regime de economia familiar.

Foi então que os extensionistas de Emater-MG sugeriram aos produtores deixar de fornecer o leite in natura e o queijo frescal que produziam, para investir no Queijo Minas Artesanal. 

Os dois tinham tradição familiar na produção de queijos, além disso tinham o conhecimento e toda a estrutura para a produção de leite.

''Além disso, Carlos possui a habilidades de adaptar tecnologias e inventar equipamentos. Ele inventou uma prensa para espremer a massa de queijo”, revela Reginaldo de Souza, engenheiro da Emater-MG.


“Gosto de aprender coisas novas. Quando decidi montar o laticínio, entendi que tinha que aprimorar os processos, aumentar a qualidade e reduzir custos de produção, com soluções tecnológicas. Tive a vantagem de ter conhecimentos na área, mas todos podem fazer adaptações ou adotar tecnologias que, num primeiro momento, podem parecer um investimento grande, mas que em curto prazo traz muitos ganhos”, explica Carlos.

Motivados o casal decidiu iniciar nova empreitada: construir uma agroindústria dentro dos padrões legais exigidos para o Queijo Minas Artesanal. Nascia assim, há cerca de três anos, a Uai Sô Queijaria da Leia. Os produtos são comercializados no município e região.

A queijaria está buscando a certificação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) que emiti o Selo Arte. Com essa chancela, o queijo também poderá ser comercializado em todo o Brasil.

“Começamos do zero. Juntamos as técnicas de Bem-estar Social, a coordenadoria regional e o meu apoio no manejo adequado dos bovinos, na instalação da agroindústria e na capacitação em boas práticas de produção e comercialização do queijo”, ressalta o engenheiro agrônomo da Emater-MG de Ituiutaba.

 


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