13/12/2021 às 10h41min - Atualizada em 13/12/2021 às 10h41min

Painel do IPVS no 333 Experience discutiu estratégias para proteger a saúde do rebanho suíno do Brasil

Especialistas apresentaram ferramentas para garantir que o Brasil continue um país livre de peste suína africana (FSA)

Assessoria
International Pig Veterinary Society (IPVS)
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A disseminação de ASF e os desafios envolvidos na contendo seus danos foram os temas de discussão durante o Painel IPVS' apresentado online no 333 Experiência Congresso, realizado em 19 de novembro th , que reuniu pessoas envolvidas na criação de suínos.

O painel foi presidido por Fernanda Almeida, Presidente do IPVS2022 e Lia Coswig, Diretora de Biossegurança do IPVS2022, o painel convidou Maurício Dutra, médico veterinário com doutorado em epidemiologia e vasta experiência na prevenção e erradicação de doenças infecciosas, José Manuel Sánchez Vizcaíno , Médico Veterinário, Professor de Saúde Animal da Universidad Complutense de Madrid (ESP) e Diretor do Laboratório de Referência da OIE, e Christian Gortázar, Médico Veterinário e Professor de Saúde Animal da Universidad de Castilla-La Mancha (ESP).

O Presidente do IPVS2022 abriu o painel falando sobre a representatividade do Brasil na indústria suína global. O Dr. Almeida mencionou que não é por acaso que o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de produção e exportação de carne suína. O país deve esta importante posição pelo empenho e foco de toda a suinocultura, que tem trabalhado muito para entregar as melhores soluções para se manter à frente do mercado.

O Dr. Dutra abordou o cenário atual da ASF, acrescentando que esta é uma discussão muito relevante e sem fim. Segundo ele, entre as doenças virais encontradas na suinocultura, a ASF é certamente a mais desafiadora. A situação na Ásia mostrou claramente as consequências catastróficas do vírus quando chegou ao continente. Por exemplo, o tamanho do rebanho da China diminuiu 40%, levando a mudanças em seus protocolos de biossegurança para garantir que as regras de quarentena e medidas de controle sejam estritamente seguidas.

O Dr. Dutra enfatizou que ainda há um longo caminho pela frente para controlar as FAS na Ásia. Por outro lado, o uso de vacinas vivas - a maioria contrabandeada, tem contribuído para o desenvolvimento de novas cepas de vírus muito mais difíceis de identificar.

O Dr. Vizcaíno concorda que o uso de vacinas não autorizadas está agravando ainda mais a disseminação da PSA. Quatorze anos após sua chegada à Europa, a doença continua sendo percebida como uma grande incógnita pela comunidade científica. Temos hoje uma grande variedade de genótipos derivados das cepas atenuadas dessas vacinas não autorizadas, sem garantias. O Dr. Vizcaíno também acredita que a vacina agora em desenvolvimento na Espanha está avançando muito para ser aprovada.

O Dr. Gortázar deu uma visão geral do papel dos porcos selvagens na ASF. Ele também abordou as várias facetas do controle de ASF. Segundo ele, temos trabalhado na prevenção, cuidando do meio ambiente onde vivem esses animais, descartando corretamente as carcaças e compartilhando informações com a comunidade da suinocultura. Também encorajamos a caça esportiva porque reduz o número de animais selvagens. Embora a caça esportiva seja eficaz antes de um surto, ações paliativas, como a caça profissional e a instalação de barreiras artificiais, são necessárias quando há uma epidemia, como foi o caso na Coréia do Sul, disse Christian.

Para garantir que o Brasil permaneça livre de FAS, os palestrantes concordaram que atenção especial deve ser dada ao transporte de animais, destinação correta de carcaças contaminadas e controle de moscas, pois o vírus pode sobreviver até 110 dias em temperaturas entre 3 ° C e 4 ° C e até um mês dentro de uma baia contaminada, como Christian apontou.

Segundo o Dr. Vizcaíno, o controle da entrada de alimentos no Brasil pelos aeroportos deve ser reforçado. Os turistas brasileiros que voltam para casa podem trazer inadvertidamente o vírus ASF, que, por exemplo, pode estar presente em alimentos processados. Em geral, a população brasileira subestima a gravidade do transporte de alimentos, pois esses itens podem vir a servir de porta de entrada para uma epidemia no país.

Segundo o Dr. Dutra, o estado de saúde do Brasil é um exemplo a ser seguido; é o ativo mais forte do Brasil.
 

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Estratégias para preservar a sanidade do rebanho suíno no Brasil foram temas do Painel IPVS, no 333 Experience

 


IPVS2022 - Congresso Internacional da Sociedade Veterinária de Suínos

21 a 24 de junho de 2022

Rio de Janeiro/Riocentro Convention & Event

Informações de contato: www.ipvs2022.com ou ligue para +55 (31) 3360-3663.

Sobre IPVS

A International Pig Veterinary Society (IPVS) é uma associação de especialistas em saúde e produção suína. Fundado em 1967, o IPVS já realizou 25 congressos. O primeiro foi em Cambridge (Reino Unido, 1969) e o último em Chongqing (China, 2018). O próximo Congresso IPVS será realizado no Rio de Janeiro em junho de 2022.

De acordo com o IPVS, tem como objetivo a realização de congressos internacionais que promovam tanto o intercâmbio de conhecimentos e tecnologias relacionados com a saúde e produção suína, como a educação e formação de médicos veterinários especializados em suinocultura. IPVS2022 - Congresso Internacional da Sociedade Veterinária de Suínos



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