27/10/2021 às 08h57min - Atualizada em 27/10/2021 às 08h57min

Associações de produtores de MT recomendam redução dos fertilizantes em virtude dos preços altos

As importações de fertilizantes realizadas em MT atingiram o maior volume da série histórica em setembro

Redação com assessoria
Aprofir MT / IMEA - MT
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A Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir MT) em virtude do cenário de preços altos de vários insumos da safra 22/23, principalmente dos fertilizantes, se solidariza com as orientações do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, (Aprosoja-MT) Fernando Cadore.


Em nota, Cadore enfatizou que o momento do mercado é de alta dos preços e que o produtor não precisa ter pressa para comprar. “Não precisa ter pressa para pagar caro! Os preços de fertilizantes mais que dobraram no mercado. Essa é uma decisão pessoal de cada produtor, mas ele não pode pagar esse preço”, pontuou o presidente da Aprosoja MT.

A entidade ainda ressalta que a safra 2022/2023, com a alta dos preços e a falta de insumos, o produtor rural deve buscar uma consultoria agronômica e fazer uso racional de fertilizantes, usando a reserva de solo.


 
Para o presidente da Aprofir MT, Otávio Palmeira o momento é de cautela e não fazer compromissos que posam onerar a atividade agrícola para próximos anos. “Apoiamos desta forma as recomendações da Aprosoja MT. As altas dos fertilizantes atingem os irrigantes de Mato Grosso, que também são produtores de soja, milho, algodão, feijão e demais culturas e atividades do agro que são irrigadas”, explicou Palmeira.
 

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IMPORTAÇÕES DE FERTILIZANTES EM MATO GROSSO


Segundo o IMEA-MT, as importações de fertilizantes realizadas em MT atingiram o maior volume da série histórica em setembro. Nesse sentido, o volume de fertilizantes importados por MT exibiu evolução de 10,14% em relação a ago.21, somando 977,54 mil t.

Se comparado o volume adquirido pelo estado até set.21 com o acumulado de jan a set do ano passado, as compras deste ano superam em 29,09%, indicando um maior investimento por parte dos produtores, bem como o aumento na área semeada. Assim, o Instituto estima que cerca de 95% dos fertilizantes já foram recebidos nas fazendas, e a expectativa é de que 100% das entregas sejam realizadas até o fim do semeio.

Dessa forma, apesar da atual restrição nas exportações dos fertilizantes da China e Bielorrússia – principais ofertantes mundiais -, o nível das importações em MT revela que a oferta dos insumos para a safra 21/22 da oleaginosa está garantida. Por outro lado, a situação traz um alerta para a segunda safra, que pode ser impactada pela escassez global dos fertilizantes.



 

 
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