19/10/2021 às 12h32min - Atualizada em 19/10/2021 às 12h32min

Custo de produção do milho chegou a R$ 2.166,14/ha em MT, nona alta consecutiva

Alta no preço dos fertilizantes foi a grande vilão do aumento de custos

Redação
IMEA MT
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O Imea divulgou o custo de produção do milho alta de tecnologia em Mato Grosso, que apontou o nono aumento consecutivo para a safra 21/22. Diante disso, o custeio apresentou uma alta de 1,37% no comparativo mensal, ficando estimado em R$ 2.166,14/ha.

Os fatores que impulsionaram este incremento, foram o custo com fertilizante (1,91%) e defensivo (0,89%), com destaque para a ureia, um dos principais adubo para a cultura do milho. Esta alta nos insumos foi pautado pela valorização do dólar e a forte demanda mundial.

Além disso, outros fatores externos seguem afetando a produção e exportação nos países produtores de fertilizantes e defensivos. No entanto, mesmo com a alta nos custos, os produtores que não adquiriram os insumos com antecedência seguem no mercado em busca de atender a sua demanda para a próxima safra. 






RECUO: o preço médio do milho disponível em MT apresentou uma queda de 1,12% quando comparado a semana passada, ficando cotado a R$ 72,58/sc. 

RETRAÇÃO: as cotações do cereal na CMEGroup corrente apresentaram uma retração de 2,44% em relação à semana passada, ficando na média de US$ 5,22/bu.

SUBINDO: a diferença entre as cotações do indicador Imea e CME-Group se distanciou. Sendo assim, o diferencial de base avançou 40,56% ante a semana passada.

 

O Imea divulgou a atualização da OeD de milho para a safra 20/21 e a primeira estimativa para safra 21/22. Com relação a 20/21, a consolidação da produção, a oferta apontou um aumento de 1,76% ante ao relatório anterior, projetada em 32,57 milhões de t. Este aumento reajustou a elevação de 4,67% e 0,28% no consumo MT e nas exportações esperadas, respectivamente.

Já para a primeira estimativa da temporada 21/22, houve um acréscimo de 21,51% na oferta, ficando estimado em 39,58 milhões de t. Novamente, o aumento no consumo das usinas bem como a maior procura no mercado externo e o dólar valorizado, impulsionou o consumo mato-grossense e as exportações, que foram estimadas em 12,07 milhões de t e 23,78 milhões de t, na mesma ordem. Por fim, as expectativas de maiores produções nos outros estados brasileiros levaram a uma redução no consumo interestadual em 0,80%, ante a temporada 20/21. 




 

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