07/10/2021 às 10h02min - Atualizada em 07/10/2021 às 10h02min

Protocolo de adubação aumenta em 25% a produção de café de pequenos produtores de MT

A técnica consiste em controlar as doenças e pragas, irrigação controlada e o manejo da adubação

Maricelle Lima Vieira
EMPAER MT

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Com a expectativa de aumentar em até 25% a produção que o “Protoco de Adubação do Café” desenvolvido pelo engenheiro agrônomo Thiago Tombini, da Empaer-MT,  tem ajudado pequenos produtores da região noroeste do Estado. O protocolo técnico foi criado com objetivo de melhorar o gerenciamento do cafezal, e está dividido em três categorias: Controle de Pragas e Doenças, Protocolo de Fertirrigação e Manejo de Adubação.   

Na pratica, é realizada adequadamente a pulverização foliar e no solo por determinado período do ano. Dessa forma, para obter uma maior eficiência dos produtos é preciso que seja aplicando no tempo certo para o controle de pragas e doenças, reduzindo as perdas e aumentando a produtividade.

A técnica de fertirrigação é uma das medidas adotadas e utiliza a água de irrigação para levar nutrientes ao solo cultivado. Esta aplicação é feita através do sistema de irrigação por gotejo ou micro aspersão. “É estipulado um tempo de 60 minutos de irrigação, sendo 30 minutos de irrigação com água, 20 minutos com fertirrigação e 10 minutos irrigando com água pura para limpeza do sistema – tudo cronometrado”.



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Exemplo do produtor rural Samuel Washington Santos Freitas, 51 anos, que vem recebendo acompanhamento técnico desde 2020. Ele produz três hectares de café clonal em Cotriguaçu (a 950 km de Cuiabá). Este ano, colheu 250 sacas de café e está na expectativa de colher em 2022, 300 sacas seguindo o protocolo de adubação.

“Desde setembro do ano passado venho recebendo orientação do Thiago, através do Programa REM. Ele não mede esforço para me atender, seja pessoalmente ou por aplicativo de mensagem. Estou na expectativa com a próxima colheita de café”.

Samuel destaca que o preço do café melhorou muito e com a valorização do produto pretende com esses 25% a mais investir e aumentar a lavoura.

“Cresci no campo, sou natural de Minas Gerais, morei em Rondônia e estou em Mato Grosso desde 1995. Quero investir no café, mas preciso pensar bem antes. Estou animado ainda mais com esse bom resultado da produção para o ano que vem”, completa o produtor.





 


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