06/10/2021 às 10h14min - Atualizada em 06/10/2021 às 10h14min

Técnica de multiplicação da abelha uruçu boca-de-renda para produção de mel é apresentada a produtores

O método consiste na multiplicação da abelha em caixas racionais, com dimensões internas de 18x18x8 centímetros

Maricelle Lima Vieira
EMPAER MT
Maricelle Lima Vieira
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A abelha uruçu boca-de-renda tem uma ótima característica: não ferroa. Sem oferecer perigo ao meliponicultor e horticultores, por isso, a Empaer/MT - vem desenvolvendo junto a produtores de Juína (a 735 km de Cuiabá) uma técnica de multiplicação do inseto no intuito de produzir mais mel.

Na prática, aumenta o número de colônias sem a necessidade de destruir árvores para ampliar o plantel, através da tecnologia de produção de minicolônias.

Produtores do Distrito de Fontanillas e representantes da comunidade indígena Rikbaktsa já participaram de uma demonstração de produção de minicolônias e de duas visitas técnicas que acompanham a evolução da colônia até a fase de consolidação, quando a colônia já possui sua rainha com posturas recentes.

O agrônomo da Empaer Claudir José Rubenich explica que a uruçu boca-de-renda por ser dócil é de fácil manejo, vem despertando interesse de novos produtores da região. “Ela tem um grande potencial tanto de polinização quanto na produção de mel, no entanto, sua multiplicação e manejo em caixas racionais ainda é pouco conhecida”, define ele.




Claudir destaca que o objetivo do trabalho foi demonstrar o método de multiplicação da abelha em caixas racionais, com dimensões internas de 18x18x8 centímetros. Consistiu na separação e divisão de ninho, sobre ninho e a melgueira.

“As caixas racionais são importantes. Facilita o manejo de rotina, a colheita do mel, além de facilitar futuras divisões da colônia”.

O técnico lembra que encontrou a colônia em um meliponário com outras 18 colônias que estavam em caixas rústicas fora das dimensões recomendadas e, em processo avançado de decomposição.

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“A multiplicação da colônia consistiu em transferir para nova caixa, com ninho e sobre ninho, três discos de crias nascentes em fase de pupa, ou seja, próximas a nascer. A caixa foi devidamente fechada e vedada ao máximo para evitar ataques de inimigos, como forídeos. Entre 15 a 20 dias esse ninho irá eleger nova rainha que após sua fecundação seguirá a postura, enfim, estabelecer uma nova colônia”, sintetizou Claudir.

A iniciativa busca, segundo o agrônomo, mostrar aos produtores a técnica como uma fonte de renda garantida.



 


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