06/10/2021 às 09h22min - Atualizada em 06/10/2021 às 09h22min

Com sistema semi-intensivo de criação de aves, DF tem aumento de 180% no número de avicultores

O sistema não necessita de grandes áreas, tem fácil absorção de mão de obra familiar, além de demandar menor consumo hídrico

Redação com Assessoria
Emater DF
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Com o aumento nos preços da carne, os ovos caipiras tornaram-se bastante competitivos. Em 2020, a produção brasileira de ovos foi de 53,5 bilhões de unidades, com um consumo recorde de 251 ovos per capita no ano. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal.

Já no Distrito Federal, em 2020 foram produzidas 26,5 milhões de dúzias de ovos e, juntamente com a criação voltada para corte, a avicultura representa 78% do Valor Bruto da Produção Pecuária do DF e gera 5 mil empregos diretos.

Hoje são 91 criadores de aves de corte e 174 de postura no DF, o que representa  um aumento de 180% entre  2015 e 2020 no número de produtores com sistema semi-intensivo.

Segundo a coordenadora do Programa de Avicultura e Suinocultura da Emater-DF, Camila Braz Ribeiral, a Emater-DF tem trabalhado ao longo dos anos principalmente no desenvolvimento de sistemas semi-intensivos de produção, conhecidos também como colonial ou caipira.

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“Este sistema tem um grande potencial para inclusão produtiva rural, pois não necessita de grandes áreas, tem fácil absorção de mão de obra familiar, além de demandar menor consumo hídrico, sendo uma boa alternativa em propriedades que não possuem água disponível para bovinocultura, por exemplo.”

 


 



Para quem quer informações ou ajuda para iniciar a atividade, a Emater-DF possui escritórios localizados em diversas áreas rurais do DF com equipes multidisciplinares compostas por zootecnistas, médicos-veterinários, engenheiros-agrônomos, economistas domésticas, técnicos em agropecuária entre outros.

“A Emater-DF acompanha desde o planejamento da produção, elaboração de projetos de crédito rural, assistência técnica na produção em relação ao ambiente, manejo, alimentação das aves, sanidade, ambiência, e demais aspectos e fases da cadeia de produção”, conta Camila.

Para ela, o DF é um local promissor para a atividade, já que tem a presença e articulação entre instituições de ensino, pesquisa e a extensão rural, o que permite melhor desenvolvimento tecnológico, produtivo e econômico da atividade. “Além disso, temos um grande crescimento na densidade demográfica e um mercado consumidor promissor, com alta renda per capita e não muito distantes das áreas rurais”, explica.

Mercado

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, 96% dos lares brasileiros consomem ovos, sendo que 47% diariamente. A produção do país é quase toda para atender o mercado interno, que utiliza o ovo não apenas para consumo, seja frito, cozido ou em receitas.

Eles também são matéria-prima para fabricação de vacinas e usados na indústria farmacêutica. “E na cadeia produtiva, há também um importante elo: o de resíduos de criação. As penas e o esterco, por exemplo, também podem ser aproveitados”, diz Camila.



 


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