05/05/2020 às 11h57min - Atualizada em 05/05/2020 às 11h57min

MULHERES DO AGRO: entidades reforçam a campanha nacional contra abuso sexual e criam a #oagroporelas

Intuito é fortalecer e aumentar o alcance, incentivando as pessoas a não se calarem

Redação com assessoria
Missão Mulheres do Agro

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O movimento muljheres do Agronegócio esta incentivando a mobilização da sociedade para o enfrentamento do problema do abuso e exploração de crianças e aadoleceentes em nosso país.

A Campanha Maio Laranja pretende alertar a população para o enfrentamento de um problema sério que acontece no Brasil: o abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. 
Dados da central de atendimento de direitos humanos, relativos aos quatro primeiros meses do ano, apontam que 90% dos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes são praticados por pais, mães, padrastos ou outros parentes das vítimas. Ao todo, mais de 17 mil denúncias foram recebidas. 

O Ministério 
da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou um vídeo sobre a campanha, e para a ministra Damares Alves, os números demonstram que é preciso investir no fortalecimento dos vínculos familiares e na fiscalização, por meio da equipagem, treinamento e proteção dos conselheiros tutelares. 

“Já iniciamos com a entrega de kits para os conselhos. Foram 28 e temos outras 188 cidades a serem contempladas ainda este ano. Também investimos na melhoria do canal de atendimento, o Disque 100. Mas sabemos que a chave para mudar essa realidade está mesmo na família”, diz a ministra.
Há 45 anos uma notícia abalou o Brasil, marcando o início da luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Araceli Crespo tinha oito anos quando foi sequestrada, violentada e assassinada em 1973. Em resposta a esta crueldade, foi criada a Lei Federal 9.970/2000, que instituiu o dia 18 de maio como o Dia Nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
 

A expressão Maio Laranja tem como inspiração a flor da variedade Gérbera, que possui várias tonalidades, incluindo o laranja, e simboliza a fragilidade de uma criança. Apesar da instituição da data, de campanhas e iniciativas para o combate da violência sexual, os dados atuais são cada vez mais assustadores: a cada uma hora, três crianças ou adolescentes são abusadas sexualmente no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.  

Além disso, dois terços dos episódios de abuso registrados em 2018 ocorreram dentro de casa. Em 25% dos casos, os abusadores eram amigos ou conhecidos da vítima, em 23%, o pai ou padrasto.

Foi através da análise destes dados absurdamente alarmantes, que um grupo representado por mulheres do agronegócio resolveu encabeçar uma campanha para reforçar o já existente Maio Laranja e criou #oagroporelas, uma hashtag que tem o intuito de fortalecer e aumentar o alcance, incentivando as pessoas a não se calarem e denunciarem qualquer tipo de abuso sexual presenciado contra crianças e adolescentes.

Ticiane Figueirêdo, Sarita Rodas, Mariely Biff, Lilian Munhoz, Noelle Foletto, Alessandra Decicino, Andréa Cordeiro, Saile Farias, Sônia Bonato e Roberta Páffaro dão o pontapé inicial nesta campanha. Cada uma delas já gravou e postou em suas redes sociais um vídeo falando sobre a importância de denunciar casos de abuso e, agora, convidam as mulheres de todo o país a também gravarem seus vídeos para aumentar essa corrente pela conscientização. Os homens também podem participar.

Segundo elas, a violência e o abuso não escolhem idade, nem condição financeira. Por isso, é muito importante fazer com que vozes femininas cheguem cada vez mais longe e encorajem cada vez mais mulheres para que a violência não seja tolerada sob nenhuma condição, principalmente de maneira velada, como acontece em muitos casos.

E elas deixam um convite a todas e todos que quiserem aumentar e fortalecer esta campanha pelas nossas crianças do Brasil: gravem seus vídeos e utilizem a #oagroporelas – e qualquer indício de abuso ou exploração, denuncie. Disque 100. 

O texto da Campanha é o seguinte, com adaptação dos nomes.

"Meu nome é "Fabiana Sousa", tenho 30 anos, mas poderia ser a Joana de 13 ou a Patrícia de 8, que foram vítimas de violência sexual. Estou aqui hoje para pedir que você não se cale, por elas, por mim, por nós! #OAgroPorElas é uma Campanha conscientização e prevenção contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Não se cale! Denuncie e disque 100!"


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