02/09/2021 às 09h06min - Atualizada em 02/09/2021 às 09h06min

Preço do leite aumenta devido ao custo elevado e clima adverso, mas rentabilidade segue prejudicada

Alta foi de 2,1% em agosto, e preço do leite pago ao produtor foi de R$2,3595/litro considerando a média Brasil

Redação com assessoria
CEPEA/Esalq

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Mesmo com a demanda fraca e com os resultados negativos do mercado de lácteos em julho, a indústria não conseguiu impor queda de preços no campo. O clima adverso e as recentes geadas intensificaram a restrição de oferta entre julho e agosto, aumentando a insegurança dos agentes em relação aos volumes de captação. As indústrias, focadas em manter seus market-shares, acirraram a competição pela compra de matéria-prima, mantendo o movimento de valorização no campo. 

Nesse cenário, pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que o preço do leite captado em julho e pago ao produtor em agosto subiu 2,1% em relação ao mês anterior, chegando a R$ 2,3595/litro na “Média Brasil” líquida. Trata-se, portanto, de um novo recorde real (dados foram deflacionados pelo IPCA de julho/21) da série histórica do Cepea, que se iniciou em 2005. O valor de agosto é 11,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, também em termos reais.

É importante destacar que o aumento nos preços do leite no campo não significa garantia da rentabilidade do produtor. Isso porque os custos de produção também registram intenso movimento de alta, especialmente neste momento em que o clima desfavorece a atividade leiteira. Pesquisa do Cepea mostra que o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade leiteira cresceu quase 13% na média Brasil de janeiro a julho, enquanto a receita subiu 6% no mesmo período.


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