30/07/2021 às 10h23min - Atualizada em 30/07/2021 às 10h23min

Confira o desempenho do frango abatido em julho e nos sete primeiros meses de 2021

O frango abatido resfriado encerra o sétimo mês de 2021 com um valor médio em torno de R$7,00/kg

Redação com assessoria
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O resultado é preliminar, mas o frango abatido resfriado (base: Grande Atacado da cidade de São Paulo) deve encerrar o sétimo mês de 2021 com um valor médio em torno de R$7,00/kg, quarto consecutivo recorde da história do setor. Ou seja, neste ano só os preços do primeiro trimestre ficaram aquém do recorde que, em 2020, havia sido atingido no mês de novembro.

Mas não só isso. Porque, em julho, o frango abatido registrou a maior variação mensal de 2021: incremento de quase 8% em relação ao mês anterior e um acumulado, no ano, de 31,5% (variação em relação a dezembro/2020).

Analisadas as curvas de preço de 2020 e 2021, observa-se que nos últimos meses ambas vêm apresentando evolução muito similar. Mas não há nada em comum entre elas. As altas do ano passado representaram, apenas, recuperação de preços após os baques sofridos – entre abril e maio – com o isolamento social imposto pela pandemia. Tanto que só em agosto voltou-se a alcançar os valores registrados no primeiro mês do ano.

Já a valorização registrada em 2021 vem sendo influenciada por pelo menos três fatores. Um deles é a retomada paulatina das atividades econômicas e sociais com o avanço da vacinação contra a Covid-19.

Outro fator, sem dúvida importantíssimo, é a manutenção da competitividade da carne de frango frente a sua concorrente maior, a carne bovina - um desempenho comprovável pelos dados do Procon-SP relativos ao varejo paulistano. Conforme o órgão, em junho passado o frango resfriado registrou evolução anual de preço de 36%, enquanto o da carne bovina de segunda ficou em 50%.

Porém, junto a esses dois fatores prevalece a percepção de que o volume ofertado de carne de frango permanece extremamente ajustado, sem atingir plenamente o potencial de produção instalado. E isso ocorre, tudo indica, não porque o setor esteja controlando a produção, mas porque o custo continua tornando proibitiva qualquer expansão. Em suma, trabalha-se para obter a equalização com o custo, mas este continua caminhando muito à frente.




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