21/07/2021 às 08h38min - Atualizada em 21/07/2021 às 08h38min

Pesquisa revela que o custo da pecuária leiteira subiu 11,49% no 1º semestre de 2021

Confira o que esperar do preço do milho e do farelo de soja nos próximos meses

Caio Monteiro / Débora Kelen Pereira / Carolina Camargo
CEPEA/Esalq
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O Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira registrou alta de 0,5% em junho na “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), refletindo as valorizações dos adubos e da suplementação mineral durante o mês. Para os suplementos minerais, a alta dos preços na “média Brasil” foi de 5,19% em relação a maio.

No primeiro semestre de 2021, o custo de produção da pecuária leiteira acumulou alta de 11,49%, influenciado, principalmente, pela valorização dos grãos e alta do câmbio, que, por sua vez, encarece os insumos produzidos com matéria-prima importada.

A valorização do fosfato, componente das misturas minerais, e o aumento da demanda no campo, típico nos meses mais secos do ano, elevaram as cotações dos minerais. Cooperativas e casas agropecuárias relataram atraso nas entregas da indústria devido a problemas de logística e de redução na oferta de matéria-prima.

No primeiro semestre, as cotações dos suplementos minerais acumularam alta de 15,66% na “média Brasil”. Os estados que apresentaram as maiores variações mensais nos custos com insumos foram Bahia (17,59%), Paraná (7,25%) 

e São Paulo (5,39%). Vale ressaltar que os suplementos minerais representam entre 3 e 6% do COE das propriedades. Para adubos e corretivos, os custos subiram 2,85% em junho, influenciados pela falta de matéria-prima para produção e pelos elevados preços no mercado internacional, que, até junho, apresentavam aumento de 27,61% no acumulado do ano.

Quanto ao concentrado, em junho, o custo mensal registrou queda pela primeira vez no ano, de 0,53% na “média Brasil”. Minas Gerais teve a maior influência sobre o resultado nacional, visto que registrou queda de 1,73% nos custos com ração, que, por sua vez, refletiu a ligeira retração dos preços dos grãos e derivados.

Para São Paulo e Rio Grande do Sul, o cenário foi de estabilidade de preços, após as sucessivas altas registradas nos meses anteriores. E em Santa Catarina, Goiás e no Paraná, as cotações dos concentrados subiram respectivamente 0,94%, 0,86% e 0,63%.

 

MILHO: Com agentes preocupados com a oferta, preço volta a subir com força no BR
 
Mesmo diante do avanço da colheita de segunda safra no Brasil, as cotações do milho voltaram a subir com certa força na primeira quinzena de julho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Essa reação ocorre após geadas terem sido observadas em algumas praças no encerramento de junho, que deixaram produtores em alerta e afastados do mercado spot – e dados oficiais divulgados neste mês evidenciam as perdas causadas pelo clima adverso nesta safra 2020/21.

Diante disso, parte dos compradores com forte necessidade se mostrou mais flexível, pagando os valores maiores pedidos por vendedores. Na primeira quinzena de julho (entre 30 de junho e 15 de julho), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) subiu fortes 9,4%, fechando a R$ 98,01/saca de 60 
kg no dia 15.


 


Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, também no acumulado da primeira quinzena, as cotações subiram 12,5% no mercado de balcão (recebidas pelo produtor) e 12% no de lotes (negociações entre empresas). Já o produto posto no porto de Paranaguá (PR) caiu 0,5%, refletindo as quedas cambiais e a demanda enfraquecida.

Segundo dados da pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção da segunda safra teve recuar 10,8% frente à anterior, agora estimada em 66,9 milhões de toneladas. Com a redução na produção e a demanda firme, os estoques de passagem passaram a ser estimados em 5,46 milhões de toneladas, 48,4% abaixo das da safra passada e o menor volume desde a temporada 2015/16. 

FARELO DE SOJA: Consumidores têm cautela nas aquisições; preços caem 
 
Os preços do farelo de soja caíram na primeira quinzena de julho, influenciados pela cautela de consumidores, que têm expectativas de maior oferta no spot nacional, fundamentados na crescente demanda por óleo de soja.

Vale lembrar que, para cada tonelada de soja processada, cerca de 78% geram farelo e apenas 18%, óleo. Diante disso, na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços do farelo de soja caíram 0,8% entre a média de junho e a da primeira quinzena de julho.





Vale observar que, no Paraná e no Rio Grande do Sul, os valores apresentam alta nesta mesma comparação, tendo em vista que indústrias dessas regiões indicam dificuldade no abastecimento de soja. O movimento baixista esteve atrelado também às desvalorizações dos prêmios de exportação e dos contratos externos.

Na CME Group (Bolsa de Chicago), o primeiro vencimento do derivado apresentou média de US$ 362,10/tonelada curta (US$ 399,14/t) na primeira quinzena de julho, recuo de 3,2% em relação à de junho.

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