30/06/2021 às 10h13min - Atualizada em 30/06/2021 às 10h13min

Boletim da avicultura: confira o desempenho do frango no 1° semestre

O primeiro semestre de 2021 se encerra com valorização aproximada de 45%, porém aumento nos custos de produção foram maiores

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Em junho, o frango abatido apresentou o comportamento típico do mês comercial para os alimentos: alta no primeiro decêndio, relativa estabilidade no segundo decêndio e baixa no terceiro decêndio. Mas em níveis bastante diferentes dos observados no mês anterior.

Em maio, o pico de preço (R$6,40/kg) foi cerca de 2,5% superior ao valor de fechamento de abril (R$6,25/kg), mas o mês foi encerrado com um valor (R$3,05/kg) mais de 3% inferior ao de 30 dias antes.

Já em junho corrente, o pico de preço (R$6,68/kg) foi 10,3% superior ao preço de fechamento de maio e, melhor ainda, o mês está sendo encerrado com ganho de, aproximadamente, 6%-7% em 30 dias.

Em resumo, o primeiro semestre de 2021 chega ao fim com um preço médio (R$6,53/kg) que além de se encontrar cerca de 5% e 60% acima dos valores registrados em, respectivamente, maio passado (R$6,23/kg) e junho de 2020 (R$4,10/kg), também corresponde ao maior valor nominal e real registrado pelo frango abatido em todos os tempos.

À primeira vista, foi um excepcional desempenho econômico-financeiro. Mas o que não se pode ignorar é que, há um ano, o setor apenas começava a se recuperar das pesadas perdas ocasionadas pela pandemia – daí o alto índice de variação em relação a junho de 2020. Além disso, os ganhos de preço ocorridos no decorrer de 2021 apenas tentaram – sem conseguir plenamente – acompanhar os custos de produção, que permaneceram em acentuada evolução.

De toda forma, o primeiro semestre de 2021 está sendo encerrado com valorização de, quase, 45% sobre idêntico período de 2020, o que – considerado o cenário econômico interno e global – pode ser considerado um bom resultado. Porém, isso só está sendo alcançado porque, acima talvez da busca pela recuperação de preço e do esforço pelo acompanhamento do custo, o frango continuou mantendo a competitividade frente às demais carnes – fator fundamental para um consumidor visivelmente depauperado.

Em função disso, mas também porque a recuperação de preço teve início no segundo semestre de 2020, a valorização do frango abatido tende, doravante, a ser mais moderada. Mas, sem dúvida, o ano será fechado com resultado positivo.



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