24/06/2021 às 10h45min - Atualizada em 23/07/2021 às 10h45min

Conheça a técnica de manejo que fez a produção de leite aumentar em 365% na Fazenda Badajós-MG

A Fazenda passou de 117 litros para 427 litros com treinamento, ajustes de dieta, divisão de lote e manejo de ordenha

Redação com assessoria
SISTEMA FAEMG

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Após passar por um treinamento do programa Balde Cheio, oferecida pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES, o produtor Gilberto Caetano de Freitas percebeu que investir na pecuária de leite é um bom negócio. 

Depois que colocou em prática o que aprendeu, ele viu a produção diária na Fazenda Badajós, em Uberaba, passar de 117 litros para 427 litros, em média, ou seja, um aumento de 365%, mantendo a mesma quantidade de cabeças de gado.

Em maio de 2020, o foco do produtor era a pecuária de corte, avicultura e lavoura de soja, com parte da propriedade de 23 alqueires arrendada para cana-de-açúcar. “Investia pouco no leite, ficava entre 100 e 200 litros, no máximo, por dia”.

O incentivo para incrementar a produção partiu do filho, Victor Côrtes Freitas, de 24 anos. Há um ano, quando se formou em Agronegócio, ele passou a se dedicar mais à propriedade. “Vi que o leite era uma oportunidade, que estava mal aproveitada e com baixa eficiência, mas que tinha potencial para crescer.





 

A assistência foi fundamental neste processo, pois trouxe informação e o estímulo que precisávamos para fazer o serviço necessário. O objetivo é continuar investindo no negócio”, explicou Victor.

Gilberto lembra que a iniciativa do filho coincidiu com a chegada do ATeG Balde Cheio e também com a adesão da propriedade ao Grupo Puro Leite, que promove a venda conjunta para um laticínio da cidade. “Com esse grupo e a orientação do programa, estamos nos mantendo no leite com lucratividade”.


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O zootecnista e técnico de campo Antônio Luiz de Andrade Filho, destaca que a seleção do rebanho, com a substituição do gado mais velho e fraco, foi fundamental para os resultados. “Também fizemos ajuste de dieta, divisão de lote e manejo de ordenha. Com essas mudanças, a produção do rebanho melhorou, saímos de 11,9 para 16,3 litros por animal/dia, em média”.

Na avaliação do produtor Gilberto, o programa ganha nota 10. “Destaco a motivação, o conhecimento, as inovações que foram apresentadas, principalmente com relação ao balanceamento nutricional, e toda a disponibilidade do técnico em suas visitas”.


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