03/05/2021 às 08h41min - Atualizada em 03/05/2021 às 08h41min

Preço do frango tem melhora significativa em abril e chegou a R$5,10/kg, mais custo de produção ainda é de R$4,86/kg

Com alta do preço de grãos nos últimos meses, lucratividade da atividade está na casa de R$0,26/kg

Redação com assessoria
Avisite
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No início do mês de abril/21 a expectativa dos produtores era de que o preço deveria se manter sem ganhos e até mesmo recuar, já que o Brasil encontrava-se em plena crise da segunda onda de Covid e grande parte dos estados estava em quase total isolamento social.

A situação se confirmava na primeira quinzena, até que a reabertura do comércio trouxe movimento para bares, restaurantes e afins, e o auxílio emergencial melhorou a renda de brasileiros, que com alguns reais a mais no orçamento buscaram por gêneros alimentares que haviam deixado de consumir.

A alta de preço na carne bovina também foi um fator que contribuiu para a escasez do frango no mercado, já que a maior parte da população deixou de utliza-la com frequencia na alimentação, pois enquanto 1 frango de cerca de 2,600kg era vendido nos mercados a cerca de R$20,00, 1 kg de acém era vendido entre R$28,00 a R$30,00.

E com falta de frango no mercado, o preço começou a reagir, e na segunda quinzena de abril, tivemos o preço do frango vivo atingindo a marca de R$5,00/kg, e na ultima semana de abril, chegou a ser negociado em São Paulo a R$5,10/kg, valor bastante expressivo.


CUSTO DE PRODUÇÃO

 
Segundo a Avisite, em março/21 um levantamento da Embrapa Suínos e Aves demonstrava que o custo de produção do frango era R$4,86/kg. Como nos últimos 30 dias o milho, principal insumo do setor, aumentou outros 7% (foram 80% nos últimos 12 meses), está claro que o produtor continua operando com prejuízo.

Em maio corrente as perdas tendem a ser minimizadas. É que, a par da retomada das atividades econômicas, do pagamento de novas quotas do auxílio emergencial e do consumo esperado na comemoração do Dia das Mães, a oferta de aves vivas pode ser inferior à de meses anteriores, visto que – forçado pelos altos custos – desde março parte do setor começou a reduzir o alojamento de novas aves.

Porém, ainda que os preços recebidos continuem a evoluir, vai ser preciso bom espaço de tempo até que parte significativa do setor consiga recompor o que há tempos vem sendo perdido.



 
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