21/04/2021 às 12h24min - Atualizada em 21/04/2021 às 12h24min

​Não é hora de vender, soja e milho devem chegar a valores bem mais altos

Conheça os motivos que devem continuar mantendo o sorriso dos agricultores brasileiros.

Emerson Luis de Mesquita
MAPA
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As notícias são animadoras para os agricultores de todo país. Dados divulgados recentemente por diversos institutos de pesquisa apontam que tanto a soja, quanto o milho, devem atingir valores ainda mais expressivos que os alcançados recentemente.
 
Segundo a consultoria AgResource Brasil, na soja o destaque foi o contrato de maio/21, que chegou a subir 35 centavos/bushel e máxima de US$ 14,85 (maior nível desde 2014) e fechou em US$ 14,72 por bushel, maior patamar desde junho de 2014.
 
No mercado interno, a soja alcançou R$179,32/saca no Paraná, nesta terça-feira, 20/04.
 
No caso do milho, no contrato para maio, fechou em US$ 6,07 por bushel, maior cotação desde julho de 2013. No mercado interno o preço atingiu R$97,78/saca na Esaq/BM&FBovespa.
 
Os pesquisadores apontam que agora, “os próximos preços a serem buscados na bolsa americana são entre US$ 15 a US$ 15,20 por bushel para a oleaginosa e de US$ 6,18 a US$ 6,25 para o cereal, ambos para o contrato de maio 21”.
 
FATORES CHINA E EUA

 
Alguns fatores explicam a alta nas cotações, segundo divulgou a AgResource, o mercado foi influenciado pela elevação dos prêmios na região central dos EUA, que explodiram. Isso acontece porque usuários finais do produto estão antecipando a compra do produto diante de um temor de queda no fornecimento da soja e consequente desaceleração do esmagamento.

Outro fator decisivo para essa alta foram os dados de importação da China, que em março subiu 82% na comparação com o mesmo período do ano passado. 
O milho, por sua vez, teve a alta foi puxada pelo anúncio de exportação recorde para a China, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A perspectiva é de diminuição dos estoques.

As notícias de quebra da segunda safra de milho no Brasil, divulgadas recentemente, tem levado a uma corrida em busca do produto por parte dos produtores de proteína animal.

O contrato de óleo de soja para maio/21 teve alta pela sexta sessão consecutiva e foi negociado com alta de 3,3%, ou 183 pontos, acima de US$ 58,11, nível mais alto desde setembro de 2011.

O principal fator dessa alta é a explosão dos prêmios internos do óleo no interior dos EUA, com a desaceleração no esmagamento da soja, decorrente dos baixíssimos estoques nos EUA.

ALÍQUOTA DE IMPORTAÇÃO

Recentemente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou a notícia de que o que o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) suspendeu temporariamente a alíquota do imposto de importação do milho, soja, óleo de soja e farelo de soja.

A medida faz parte de uma Segundo a portaria, a medida entra em vigor sete dias após a publicação de resolução Gecex e termina em 31 de dezembro de 2021. 
Medida semelhante foi editada em outubro de 2020, suspendendo a cobrança do imposto de importação do milho até 31/03/2021, e da soja, do óleo em bruto e da farinha e pellets até 15 de janeiro de 2021. 

Editada no ano passado, o governo tinha a expectativa de que haveria estabilização nas cotações externas e a safra de grãos, e que em 2021, teria uma produção suficiente, de modo a reequilibrar a relação de preços com as proteínas animais, reduzindo a pressão de custos para as indústrias integradoras. Porém, as cotações internacionais tiveram comportamento de alta, pressionando ainda mais os preços internos. 

Além do cenário de preços não ter se confirmado, apesar da safra recorde de 109 milhões de toneladas de milho e 135,5 milhões de toneladas de soja, os preços internos seguiram em alta em virtude da forte demanda externa e da manutenção da desvalorização do real frente ao dólar.

O decreto demonstra claramente que os preços dos produtos devem continuar a subir em 2021, e busca equilibrar a falta dos produtos no mercado interno. 

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