07/04/2021 às 11h30min - Atualizada em 07/04/2021 às 11h30min

Com o preço dos insumos alimentares em alta e do leite em queda, produtores começam a deixar a atividade

Em MT, segundo IMEA, produtores aproveitaram o aumento no preço da arroba da vaca gorda e estão vendendo seus animais

Redação com assessoria
Cepea/Esalq - CNA - IMEA/MT
O IBGE divulgou recentemente os dados da produção de leite no Brasil referentes ao último trimestre de 2020. O relatório aponta uma diminuição considerável do volume produzido em relação a 2019.

Além disso, o IBGE também apontou retração no consumo de leite pela população, o que tem feito com que o preço do litro de leite pago ao produtor permaneça nos patamares atuais.  

O problema é que com o preço pago atualmente, os produtores não estão conseguindo arcar com os custos da produção, e isso tem desestimulado muitos que estão vendendo seus animais e abandonando a atividade.

Em Mato Grosso, segundo o IMEA/MT, muitos produtores de leite viram na forte valorização do preço da arroba da vaca gorda uma oportunidade de ganho, e destinaram suas matrizes para abate. 

No MT, o preço do leite pago ao produtor em mar.21 referente ao volume captado em fev.21 foi cotado a uma média de R$ 1,60/l, decréscimo de 2,36% no comparativo mensal. 

Dados divulgados pelo Cepea apontam que no RS o preço do leite pago ao produtor alcança R$2,07/l, em SP chega a R$2,17/l, em MG o valor é de R$ 2,06/l, e no PR o preço pago ao produtor é de R$ 2,04/l.

CUSTOS DE PRODUÇÃO

Já no primeiro bimestre de 2021, enquanto gastos com os principais itens que compõem os custos da atividade leiteira continuam subindo, os valores pagos pelo leite ao produtor registraram queda intensa.

Isso evidencia que o ano de 2021 deve ser ainda mais desafiador, o que exigirá muita cautela do produtor. E a pressão sobre os custos vem especialmente dos grãos.

Assim, o peso dos alimentos concentrados (a ração, que é composta basicamente por milho e farelo de soja) vem aumentando ainda mais sobre o bolso de pecuaristas, o que certamente resulta em achatamento das margens da atividade.

Nos estados de São Paulo e do Paraná, a média do desembolso com a ração representou 41% da receita do primeiro bimestre, contra 31% no mesmo período do ano passado. Para Minas Gerais e Santa Catarina, em média, 39% da receita vinda com a venda do leite esteve comprometida com a aquisição dos concentrados e, no Rio Grande do Sul e Goiás, cerca de 35% da receita foi destinada à compra de alimentação.

É importante lembrar que a ração é o insumo diretamente ligado ao desempenho produtivo dos animais e, consequentemente, à receita da atividade.





 
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