01/04/2021 às 08h36min - Atualizada em 01/04/2021 às 08h36min

Frango: Preços dos cortes apresentam movimentos distintos no atacado

Confira o desempenho do frango vivo em março e no trimestre inicial de 2021

Redação com assessoria
CEPEA/Esalq / Avisite
De acordo com o Cepea, o movimento de preços dos produtos levantados está distinto no mercado atacadista de cortes e miúdos da Grande São Paulo. Enquanto os valores do coração recuaram no mês, os do peito com osso subiram.

Segundo pesquisadores do Cepea, no caso do coração, a demanda específica do corte para churrascos e comemorações se retraiu, diante das medidas de isolamento adotadas por estados e prefeituras.

De fevereiro para março, o coração congelado se desvalorizou pouco mais de 4%. Já no caso do filé de peito congelado, um dos favoritos do consumidor brasileiro para refeições diárias, houve avanço nos preços no mesmo período, de 3,5%.


Desempenho do frango vivo em março e no trimestre inicial de 2021

Segundo análise de desempenho da atividade, o frango vivo apresentou boa valorização em fevereiro, mês em que, normalmente, tem um comportamento moderado, esperava-se mais para março quando, também normalmente, as atividades em geral retornam à rotina, iniciando de verdade um novo exercício.

Efetivamente, logo nos primeiros sete dias de negócios do mês foram registrados dois reajustes quase consecutivos, de 10 centavos cada. Com eles, o frango vivo comercializado no interior paulista rompeu o recorde anterior de preços (R$4,60/kg, valor que vigorou por mais de 30 dias, entre, aproximadamente, a segunda quinzena de novembro e a primeira de dezembro de 2020) e chegou ao inédito valor de R$4,70/kg.

Mas nada volta ao normal como antes. Uma segunda onda pandêmica pior que a primeira tumultuou o País, impedindo que commodities como o frango obtivessem novos reajustes no decorrer do mês.

Mesmo assim – e a despeito do frango abatido enfrentar redução de preço desde a segunda semana do mês – as negociações com a ave viva permaneceram em mercado relativamente firme, denotando menor disponibilidade do produto por parte dos produtores independentes, situação previsível frente aos altos e cada vez mais elevados custos de produção.

Dessa forma, março propiciou ao frango vivo valorização mensal de, praticamente, 5%, enquanto em termos anuais foi registrada uma das maiores variações dos últimos tempos: incremento de 43,5% sobre março de 2020 – um índice, convenhamos, que não tem o mínimo valor. Primeiro, porque um ano atrás o frango vivo retrocedia a um dos menores preços do ano que passou (ou seja, a base de comparação é baixa); e, segundo, porque nesse espaço de tempo o custo de produção aumentou perto de 60%.

Sob esse aspecto, aliás, é interessante notar que em relação ao preço médio de dezembro de 2020 (R$4,462/kg), o frango vivo registra, na média dos três primeiros meses de 2021, valor (R$4,467/kg) apenas 0,12% superior. E, dentro do mesmo parâmetro, o custo de produção teve aumento próximo de 11%.



 
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