22/03/2021 às 10h30min - Atualizada em 22/03/2021 às 10h30min

Desempenho do frango (vivo e abatido) na 11ª semana de 2021, terceira de março

Assessoria
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Embora não tenha alcançado o pico de preços registrado em fevereiro (até aqui o maior do ano), o frango abatido segue com vantagem em relação ao mês anterior, pois o retrocesso nas cotações vem ocorrendo com menor velocidade. Pelo menos até aqui.

Demonstrando, no mês passado, entre o pico de preços (8 de fevereiro) e o último dia de negócios do segundo decêndio (19), a cotação do frango abatido recuou 6,5%. Neste mês, em idêntico período, a queda não chegou a 2,5%. Com isso, o valor médio alcançado nos dois primeiros decêndios de março se encontra 1,29% acima da média registrada em fevereiro.

Naturalmente, é pouco, muito pouco. Mas também pode ser considerado um resultado excepcional se levado em conta que, quase religiosamente, os preços de março têm sido inferiores aos de fevereiro. Efeito do período de Quaresma que, neste ano, afeta bem menos o mercado de carnes. Não porque esteja havendo maior consumo, mas porque a demanda externa pela carne bovina vem garantindo ao boi em pé sustentação de preços ímpar. E, como se sabe, aonde o boi vai, o frango (ainda que a grande distância) vai atrás.

E uma vez que o frango abatido não enfrenta baixas tão violentas quanto as de meses anteriores, a estabilidade de preço do frango vivo se mantém. Depois de duas correções de 10 centavos cada nos dias 4 e 8 de março, permanece com a cotação inalterada há 10 dias e apesar da menor demanda (comportamento típico deste período do mês) tende a mantê-la até o final de março - indício de que a oferta continua limitada. Na média dos dois primeiros decêndios de março alcança valor pouco mais de 4,5% superior ao do mês de fevereiro.

De toda forma, levanta-se grande incógnita quanto ao que possa ocorrer em ambos os segmentos nesta e na próxima semana. Na maior parte do Brasil o agravamento da pandemia vem impondo restrições mais severas, tanto ao comércio quanto ao consumidor. Além disso, aproximamo-nos da Semana Santa, período em que, mais por hábito do que por religiosidade, os brasileiros consomem pouca carne. Estes 10 dias finais de março são de fortes desafios.



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