18/03/2021 às 10h23min - Atualizada em 18/03/2021 às 10h23min

Preços recordes de boi magro e do milho desafiam o confinador

Negócios em ritmo lento no mercado do boi gordo em SP

Redação com assessoria
Cepea/Esalq e Scot Consultoria
Os preços recordes do boi magro e dos grãos nestes primeiros meses de 2021 mostram que este ano deve ser novamente desafiador a pecuaristas terminadores.

De acordo com o levantamento do Cepea, a média de preços do boi magro comercializado no estado de São Paulo neste mês está próxima de R$ 4.600,00/cabeça, alta de 5% frente à do mês anterior e quase 21% acima da registrada em março do ano passado, em termos reais (valores foram deflacionados pelo IGP-DI).

Quanto ao milho, importante insumo utilizado na alimentação animal, atingiu nesta semana novo recorde diário real da série histórica do Cepea. Neste mês, a média do Indicador ESALQ/BM&FBovespa (representado pela região de Campinas, SP) está em R$ 89,98/saca, com avanços reais de 7,2% frente à de fevereiro/21 e de significativos 24% em relação à de março do ano passado.

Segundo pesquisadores do Cepea, para buscar uma margem positiva, pecuaristas devem avaliar com cautela o movimento dos valores dos insumos e usar de modo eficaz ferramentas de gestão de seus custos de produção.

Ressalta-se que, no caso de confinamentos, o boi magro e o milho são itens de maiores custos, podendo chegar a representar de 90% a 95% dos gastos totais, dependendo da região do País.

Segundo informações da Scot Consultoria, 
a dificuldade na originação de matéria prima (boiadas) para as indústrias frigorificas continua nas praças paulistas, porém, a dificuldade no escoamento de carne no mercado interno vem limitando o aumento nas cotações, que ficaram estáveis em São Paulo na última quarta-feira (17/3), na comparação diária.

Reflexos da pandemia 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nas praças paulistas, o boi gordo foi negociado em R$305,00/@, preço bruto e a prazo. A vaca gorda e novilha gorda para abate ficaram cotadas em R$283,00/@ e R$297,00/@, preços brutos e a prazo, respectivamente.

Com o agravamento da pandemia, medidas rigorosas de contenção da covid-19 estão em vigor em boa parte do país. Em algumas cidades do interior de São Paulo por exemplo, os supermercados funcionarão apenas para entrega em domicílio.

O impacto quanto ao consumo de carne bovina no mercado doméstico em função dessas medidas de contenção do coronavírus deve ser acompanhado de perto.



 
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