10/03/2021 às 11h08min - Atualizada em 10/03/2021 às 11h08min

Produtor investe em pasto e sistema de rotação e dobra a produção de leite na propriedade

Em tempos de insumos alimentares nas alturas, produção do sítio deu um salto após modificar o manejo e usar a rotação de pastagem e adubação

Redação com assessoria
IDR-Paraná

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Há algum tempo os produtores que exploram a pecuária leiteira convivem com um cenário de lucros reduzidos, onde cada centavo tem um peso significativo no fim do mês.  Uma   das formas do produtor melhorar seus lucros é diminuir os custos de produção. Para tanto, os extensionistas orientam o produtor a fazer a criação do gado a pasto. Com o manejo correto das pastagens é possível aumentar a produtividade do rebanho. 
 
Um exemplo de sucesso dessa estratégia vem de Iretama/PR. O produtor Victor Severino e sua esposa Luciana vêm se destacando na produção de leite exclusivamente a pasto. De acordo com Jorge André, extensionista do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater), em se tratando de produção de leite a pasto, em que a forragem é diretamente pastejada pelos animais, a diminuição dos custos torna-se consequência.

A oferta de alimento no momento certo e em quantidade certa permite uma dieta volumosa adequada para que as vacas possam produzir até 12 litros de leite por dia, desde que o animal tenha potencial genético para tanto. “Um sistema com pastagem bem consolidada, de baixo custo de implantação em comparação aos demais sistemas de produção de leite, confere segurança e versatilidade para o sistema frente aos altos preços de insumos e baixo preço do leite que a cada dia decepciona os produtores rurais”, ressalta André.



Adubação

O extensionista sugere que o produtor faça uso do pastejo rotacionado, que nada mais é que subdividir uma área em piquetes. “Essa divisão pode ser feita com uma cerca elétrica. O objetivo é sempre fornecer ao animal um capim no seu melhor ponto para o pastejo”, explica André. Assim que os animais vão para outro piquete, a área onde foi feito o pastejo é adubada com ureia e/ou sulfato de amônio, além de cloreto de potássio. O pasto também recebe adubação orgânica como a cama de frango. Segundo o extensionista, depois de adubado cada piquete passará por um período de descanso, que varia de acordo com a espécie de pastagem. “Com essa prática o pasto se recupera rapidamente e estará pronto para ser pastejado no próximo ciclo”, afirma André.

O sistema é simples e em pequenas propriedades, a adubação pode ser feita no fim da tarde, com o auxílio de um balde ou recipiente, de forma rápida e rotineira, e distribuição manual do adubo no pasto, sugere o extensionista.

Victor seguiu à risca as recomendações técnicas e hoje comemora os resultados. “Graças à assistência técnica, estamos melhorando bem nosso sistema de produção de leite a pasto e aprendendo a manejar o capim. Desde então nossa rentabilidade na propriedade vem melhorando bem. Passou de 160 litros dia, no ano passado, para 270 litros /dia neste ano”, ressaltou o produtor.

De acordo com Jorge André, quando o Victor procurou o IDR-Paraná ele estava a ponto de desistir da pecuária leiteira. “Nós levamos as amostras de solo da propriedade dele para o laboratório, fizemos a correção. Há dois anos a família vem colhendo os resultados positivos. Hoje eles sabem manejar muito bem o pasto, sabem a altura de entrada e saída dos animais em cada piquete, e investem na mineralização e adubação das pastagens” finalizou o extensionista.  Tanto empenho fez o Victor voltar a acreditar que a produção leiteira pode ser um bom negócio e render uma boa condição para sua família.  


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