19/01/2021 às 09h57min - Atualizada em 19/01/2021 às 09h57min

"MT terá redução no volume de chuvas no segundo trimestre, mas distribuição deve compensar", afirma Molion

A previsão climática é feita com base nos estudos LGDF que utiliza o método de similaridade

Redação com assessoria
Aprosoja MT

Nos meses de abril, maio e junho de 2021 as regiões mato-grossense terão redução de 30 a 90 milímetros no volume de chuva. A opinião é do professor PhD em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (USA), Luiz Carlos Molion, e foi apresentada nesta quinta-feira (14.01), durante live promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), por meio do Projeto AproClima.

A previsão é feita por similaridade, com base no modelo do Laboratório Geofísico de Dinâmica de Fluidos (LGDF), da Universidade de Princeton os Estados Unidos. O método consiste na análise da performance climática de acordo com os anos. Neste caso, o especialista fez a comparação deste ano com o ano de 2005.

No gráfico, ele mostrou que nos meses de abril, maio e junho do ano de 2005, as regiões mato-grossenses apresentaram uma redução significativa no volume de chuva. Com base nisso, a previsão para este ano é de que Alta Floresta apresente um volume total acumulado de 190mm, o que representa 32% abaixo da média; Canarana aparece com 90mm (-36%), já Cáceres pode ter 75mm (-46%), Diamantino tem 105mm (-47%) e, por fim, Cuiabá que deve apresentar 95mm de acumulado, ocasionando um déficit de 50%.

“Apesar da redução neste trimestre do ano, a safra será boa para os produtores de soja e milho de Mato Grosso, isso porque as chuvas estarão bem distribuídas em todas as regiões”, ressaltou o especialista, destacando a região a sul, como a mais comprometida, com chuvas 30% abaixo da média.

Hemisfério Norte

Molion falou ainda sobre a situação climática no Hemisfério Norte que, desde a metade de outubro, tem enfrentado intensas frentes frias. “Esse fenômeno pode ocasionar invernos mais rigorosos nos Estados Unidos e consequentemente a perda da janela do plantio da soja e do milho, ocasionando uma quebra na safra 2021”, explicou o meteorologista.  

Diante dessa perspectiva, a dica do especialista é para que os produtores que ainda não negociaram a safra de 2022, esperem. “Os preços da soja e do milho devem subir no mercado internacional”, finalizou.

Presidente da Aprosoja Mato Grosso, Fernando Cadore, falou que a iniciativa da entidade tem como objetivo fomentar o projeto AproClima e auxiliar os produtores rurais nas tomadas de decisão durante a colheita de soja e plantio do milho. “A partir de agora, vamos criar o hábito de promover essas palestras todo início de plantio e colheita para que o produtor possa ficar atento e não ser pego tão desprevenidamente com relação as questões climáticas”, pontuou o presidente.

Live

Disponível no Canal do YouTube da Aprosoja Mato Grosso, a live contou com a mediação do produtor rural e diretor administrativo da associação, Nathan Belusso e do gestor de inteligência de mercado do Instituto de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, que apresentou um panorama das análises realizadas pela instituição para a safra atual.  


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