11/01/2021 às 10h43min - Atualizada em 11/01/2021 às 10h43min

Família se destaca na produção de leite no Paraná após ajustes na dieta e no manejo do rebanho

As mesmas vacas que antes produziam 14 litros de leite por dia, passaram a ter uma média de 23 litros diários.

Redação com assessoria
Iapar

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Nos últimos dois anos, o Sítio Alemão, localizado no Assentamento Nova Itaúna, em Manoel Ribas virou modelo e inspiração para os vizinhos e toda a comunidade. Isso porque a exploração leiteira apresentou um crescimento muito rápido num curto espaço de tempo, algo incomum para a maioria das atividades agropecuárias.

Até 2019, Adelar Schwade e sua família produziam cerca de 220 litros de leite por dia, com 16 vacas em lactação. Com essa produção, a família passava muitas dificuldades. A renda obtida com o leite mal dava para pagar os custos de produção e as despesas da família.

A situação era agravada pelas dívidas contraídas em financiamentos. Adelar conta que a vontade de desistir era constante: “Não sabíamos o jeito certo de tocar a atividade. Faltava conhecimento. Então não conseguíamos ter uma boa produção e não tínhamos nenhuma perspectiva de melhora”, conta o produtor.


IAPAR

A mudança veio a partir da assistência técnica do Iapar-Emater (IDR-Paraná). Ao participar de um Dia de Campo organizado pelo Instituto, Adelar e sua esposa Diucélia solicitaram o acompanhamento dos técnicos. Logo na primeira visita do zootecnista Leonardo Salles Esteves da Costa, o casal já teve a dimensão do potencial da atividade. “Na primeira visita, fizemos um diagnóstico da atividade, observando os principais recursos disponíveis, tais como a área utilizada para a produção de volumoso, condição de relevo e pastagens e o próprio rebanho. Então traçamos o potencial da exploração e identificamos os gargalos da atividade, ou seja, as razões para não se atingir aquele potencial. Por fim, definimos o plano de trabalho com as ações a serem executadas e que permitiriam atingir os resultados”, explica o extensionista.

Após seis meses de acompanhamento, a produção subiu para 370 litros por dia, um aumento de 68%. Mas o que mais chamou a atenção foi o fato de que, para atingir esta produção, nenhum animal novo entrou no rebanho. As mesmas vacas que antes produziam 14 litros de leite por dia, passaram a ter uma média de 23 litros diários.

Dieta ajustada

Segundo Leonardo, a principal prática adotada pelo produtor e que permitiu esse incremento na produção foi o ajuste da dieta, com a fabricação da própria ração, adequando seus níveis de fibra, proteína e energia.

No entanto, outras práticas também permitiram melhorar o desempenho global da atividade. O correto manejo de bezerras e novilhas permitiu reduzir a idade do primeiro parto de 36 para 24 meses. "O Manejo Pré-parto, com suplementação mineral diferenciada e acompanhamento do escore da condição corporal praticamente eliminou a incidência de problemas no pós-parto", explicou Leonardo.  Mesmo em um ano com condições climáticas adversas como o de 2020, a família conseguiu manter a estabilidade na produção, graças ao planejamento forrageiro. Leonardo destaca que o padrão genético dos animais que o Adelar possuía era já era muito bom, mas as vacas tinham uma produtividade represada, devido à alimentação inadequada. "O foco que o Adelar e a Diucélia mantiveram foi crucial para o trabalho. Eles confiaram e acreditaram na nossa proposta desde o princípio e eles foram recompensados” afirma o extensionista.

Hoje, o sítio alemão é um dos líderes de produtividade na comunidade. Em 2020 eles mantiveram uma média de produção de 430 litros por dia, com 19 vacas em lactação, embora atinjam picos de 600 litros por dia, com 24 vacas em lactação. Agora, Adelar e sua família se esforçam para transmitir para outros criadores o que aprenderam. A propriedade da família foi convertida em uma Unidade de Referência do projeto Leite Competitivo Norte, do IDR-Paraná. Os vizinhos visitam a propriedade para conhecer e copiar as práticas adotadas. Muitos deles buscam também o auxílio do IDR-Paraná para melhorar sua atividade, como fizeram o Adelar e a Diucélia, no Sítio Alemão.


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