08/12/2020 às 14h16min - Atualizada em 08/12/2020 às 14h16min

As preocupações com a falta de chuvas, além do avançado montante de soja já vendida pelos agricultores até o momento, afetaram os negócios em novembro.

Os poucos negócios realizados em MT no último mês ficaram em R$ 167,79/sc, R$ 125,92/sc e R$ 107,98/sc para as safras 19/20, 20/21 e 21/22, respectivamente.

Redação com assessoria
IMEA MT
Comercialização: o Imea divulgou novos dados sobre a comercialização no estado. Os números de novembro apresentados para a safra 19/20 tiveram poucas alterações, pois grande parte da safra já havia sido comercializada antes. No total, já foram negociados 99,82% da produção, valor 0,51 p.p. acima da safra anterior.

Para as temporadas futuras o avanço também foi lento: a comercialização da 20/21 aumentou 2,08 p.p. e já conta com 66,45% negociados, enquanto a 21/22 alcançou 12,97% da produção, após o avanço de 2,57 p.p. no último mês.

As preocupações em relação à safra atual, que está sob efeito de déficit hídrico, além do avançado montante de soja já vendida pelos agricultores até o momento, afetaram os negócios em novembro.

Os preços médios comercializados no último mês ficaram em R$ 167,79/sc, R$ 125,92/sc e R$ 107,98/sc para as safras 19/20, 20/21 e 21/22, respectivamente.

• Apesar da pouca soja disponível, o indicador Imea-MT registrou queda de 4,10% na semana. A maioria das empresas já está se planejando para o próximo ano e poucos negócios estão ocorrendo.

• Com o recuo do dólar e dos preços da soja na CME-Group, o preço de paridade exportação mar/21 reduziu 2,14% em relação à semana passada.

• A expectativa quanto à retomada econômica movimentou os mercados nos últimos dias, levando o dólar corrente a alcançar R$ 5,21/US$, recuo de 2,70% na média semanal.

• Com a pouca disponibilidade de soja no mercado interno, as exportações vem caindo no decorrer dos últimos meses, em novembro foi registrado uma queda de 69,36% nas exportações ante mês anterior.

PARIDADE MAR/21: a paridade de exportação da soja em MT valorizou 44,48% nos últimos oito meses. Embora o prêmio tenha sido o componente que mais oscilou, o maior responsável por esse aumento foi o preço na CME-Group.

A forte demanda mundial, principalmente as compras da China de soja dos EUA nos últimos meses, aliada às adversidades climáticas na América do Sul, foi altista para as cotações em Chicago - o contrato mar/21 aumentou 37,71% no período. Já o dólar valorizou intensamente desde o início do ano, principalmente no começo da pandemia, e recuou nos últimos meses.

De maneira geral, o patamar acima de R$ 5,10/US$ está auxiliando na atratividade dos preços ao produtor. Assim, este cenário propiciou ofertas para a temporada 20/21 acima de R$ 125,00/sc nas últimas semanas. Ademais, apesar da alta da soja, vale lembrar que o agricultor já está com 66,45% da produção travada e que as incertezas da safra reduzem o “apetite” por negócios neste momento.


 
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