01/12/2020 às 09h19min - Atualizada em 01/12/2020 às 09h19min

O baixo volume de chuva desde o início da janela de cultivo da soja em MT preocupa os agricultores

A falta de umidade no solo ocasionou o atraso dos trabalhos a campo e impactou na ressemeadura de aproximadamente 2,51% das áreas de MT

Redação com assessoria
IMEA MT
Seca: a falta de umidade no solo ocasionou o atraso dos trabalhos a campo e impactou na ressemeadura de aproximadamente 2,51% das áreas de MT, resultando em mais custos ao agricultor. Porém, isso não representa, necessariamente, redução da produção nestas áreas.

O problema é que os baixos e irregulares volumes de chuva das últimas semanas estão prejudicando o desenvolvimento da soja em várias regiões, resultando em perda do potencial produtivo em algumas lavouras. De maneira geral, a soja pode compensar isso caso a chuva “normalizar” nos próximos dias. Mas, levando em conta, entre outros fatores:

1. o maior cultivo de materiais superprecoces neste ano;
2. as falhas de “stand” de plantas em vários locais;
3. a situação atual de lavouras que já iniciaram o florescimento, espera-se uma redução na produtividade da soja no estado. Com isso, o Imea recuou em 0,61 sc/ha a estimativa de produtividade de MT.

• O indicador Imea-MT registrou queda de 6,57% na semana. Praticamente não há soja disponível para negócio e muitas empresas estão “fora de mercado”.

• A firme demanda chinesa e o clima adverso no Brasil e Argentina continuam influenciando nos preços em Chicago. A média semanal aumentou 1,45% no contrato corrente, ficando cotado a US$ 11,89/bu.

• Com o recuo dos preços da soja disponível em MT e a alta dos preços do contrato corrente na CME-Group, o indicador de base MT/CME registrou queda de 39,27% na semana.

• A semeadura da soja chegou à “reta final”. Cerca de 99,65% das áreas já foram implantadas no estado, mesmo patamar do último ano e acima da média das últimas cinco safras.

RESSEMEADURA:

O baixo volume de chuva desde o início da janela de cultivo da soja em MT preocupa os agricultores. Aqueles produtores de algodão 2ª safra, muito cultivado na região oeste, necessitaram semear a soja cedo, para o cultivo da pluma ocorrer dentro de uma janela satisfatória.

Como a chuva veio esparsa e irregular, as plantas não emergiram de maneira uniforme e o “stand” ficou comprometido. Por isso, as estimativas de replantio na região oeste são de 5,75% das áreas. Situação de déficit hídrico também ocorreu em outros locais do estado, como no noroeste, sudeste, centro-sul e parte do médio-norte.

As regiões norte e principalmente nordeste não sofreram tanto o impacto da falta de chuvas e são os locais com menor indicação de ressemeadura da cultura.

Com isso, estima-se que 2,51% das áreas de soja do estado necessitem de replantio, onerando o produtor com custo de sementes, combustível, mão de obra e outras despesas (TSI, manutenções etc.), sem contar as possíveis perdas da 2ª safra. 

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