26/11/2020 às 08h38min - Atualizada em 26/11/2020 às 08h38min

MT abateu em outubro um total de 468,27 mil cabeças de bovinos, dos quais 350,29 mil eram machos e apenas 117,98 mil eram fêmeas.

Os abates apresentaram uma queda de 2,87%, enquanto o preço do boi gordo teve aumento de 0,39% enquanto a vaca gorda de 0,51% na semana

Redação com assessoria
IMEA MT
Escassez: segundo o Indea, em outubro, MT abateu um total de 468,27 mil cabeças de bovinos, dos quais 350,29 mil eram machos e apenas 117,98 mil eram fêmeas. Os abates apresentaram uma queda de 2,87%, na relação com set.20 e de -13,06% ante a out.19.

Esse cenário foi influenciado pelo abate de vacas, que sozinho recuou 17,31% ante o mês anterior e teve uma redução de 27,32% na relação com o ano passado – chegando ao menor patamar visto desde out.16. O decréscimo mais expressivo das fêmeas foi contrabalanceado pelo abate de machos, que apresentou uma alta de 3,20% no comparativo com set.20 – pautado pela maior saída dos animais de confinamento em out.20.

No entanto, ainda ficou em patamares menores em relação a out.19, com um recuo de 6,91% no comparativo anual. Diante disso, ao comparar jan-out de 2020 com jan-out de 2019, observa-se que o volume de bovinos abatido neste ano é 6,84% menor, demonstrando a menor oferta de animais aptos.

• Após várias semanas de altas expressivas nos preços, o mercado de bovinocultura de corte encerrou com leves variações. O boi gordo teve aumento de 0,39% e ficou cotado a R$ 265,46/@, enquanto a vaca gorda, de 0,51%, e terminou em R$ 255,03/@.

• As movimentações menos intensas na arroba do boi gordo retraíram os negócios na semana passada. Com isso, as escalas de abate recuaram 0,65 dia, ficando na média de 4,29 dias.

• O mercado futuro recuou na semana passada. Para os contratos de nov.20 e mai.21, com queda de 3,41% e 3,34%, respectivamente.

• Mesmo com a média do bezerro de ano apresentando queda na última semana, as variações menos intensas e de baixa no final da semana da arroba do boi gordo refletiu na menor relação de troca boi/bezerro. Com isso, ficou em 1,88 cab./cab. 

CUSTOS DE PRODUÇÃO: a atualização dos custos de 2020 no terceiro trimestre demonstrou que nem sempre os gastos que mais aumentam são aqueles que mais pesam no bolso do produtor. Para se ter noção, a aquisição de animais foi o principal fator que influenciou na elevação dos custos. Este item teve alta de 10,23% no comparativo trimestral, mas com uma representatividade de 4,13%. A suplementação avançou 1,03% no período, contudo representou 23,86% de todas as despesas.

Em seguida, vieram a depreciação, com 18,40% do total, mão de obra, com 17,15%, e gastos com pastagem, que totalizaram 9,81% do COT. Vale ressaltar que a maior versatilidade de manejo do ciclo completo fez este apresentar menor alta trimestral dos custos em relação aos outros modais, com variação de +0,70% ante o 2º tri de 2020.

Desse modo, as regiões oeste e sudeste - que possuem mais produtores de ciclo completo -, tiveram acréscimo de 0,62% e 0,76% no COT, respectivamente. 



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