06/11/2020 às 10h19min - Atualizada em 06/11/2020 às 10h19min

Leite: preço do leite pago ao produtor em out.20, referente ao volume captado em set.20, apresentou valorização de 3,18%

O preço da muçarela ainda segue em alta, +3,92% ante o mês anterior. Em contrapartida, a manteiga apresentou queda de 1,07%

Redação com assessoria
IMEA MT
Maior desembolso: o Imea divulgou o custo de produção para a pecuária de leite referente ao 3º trim.20. Nesse sentido, o custo operacional total (COT) apresentou alta de 0,40%, e ficou em R$ 1,00/l na média matogrossense. Fatores como as elevadas cotações dos animais de reposição elevaram em 18,31% o custo com aquisição de animais ao comparar com o 2º trim.20.

Além disso, gastos com suplementação também registrou alta de 0,94% nesse mesmo comparativo e, apesar da variação ser menos intensa, a sua representatividade é em torno de 24,00% no custo COT do produtor.

A menor oferta do milho e do farelo de soja impactou neste cenário: para se ter uma ideia, a safra 21/22 de grãos já começou a ser comercializada dada a maior competitividade no mercado para esses insumos.

Diante disso, os repasses nos preços tendem a ser maiores para o próximo trimestre, o que pode resultar em acréscimos mais significativos para o próximo custo.

• Mesmo com menor intensidade, o preço do leite pago ao produtor em out.20, referente ao volume captado em set.20, apresentou valorização de 3,18% ante o mês anterior e ficou na média de R$ 1,72/l.

• O índice de captação apresentou um decréscimo de 1,18% ante o mês passado. Vale destacar que este é o oitavo mês consecutivo que o indicador registra queda.

• No mercado atacadista, o preço da muçarela ainda segue em alta, +3,92% ante o mês anterior. Em contrapartida, a manteiga apresentou queda de 1,07% no mesmo comparativo.

• Mesmo com alta no preço do leite, a relação de troca com o milho subiu 11,74% e ficou em 27,18 l/sc, demonstrando a valorização mais intensa para o cereal. 

MATO GROSSO RECUA: o IBGE divulgou os dados efetivos do rebanho de vacas ordenhadas e produção de leite para o ano de 2019. Nesse viés, o Brasil reduziu em 0,50% o rebanho e aumentou em 2,70% a produção de leite. Este cenário demonstra a maior produtividade, principalmente nos estados de Minas Gerais e Paraná.

Já em Mato Grosso, em 2019 houve uma queda de -8,73% ante a 2018, o que totalizou 448,07 mil animais. Este é o quarto ano consecutivo de redução no rebanho de vacas ordenhadas no estado, e a região nordeste se destaca por possuir 90 mil cabeças.

Além disso, no âmbito da produção a queda foi mais amena, de 1,60%, dando ênfase para as regiões norte e oeste do estado, visto que são regiões de maior produção do estado, como aponta o gráfico ao lado.

Fatores como a alta na arroba do boi gordo e custos elevados têm desmotivado os produtores a atuarem no ramo, que por sua vez seguem destinando suas terras para agricultura e suas matrizes para o abate.

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