03/11/2020 às 10h26min - Atualizada em 03/11/2020 às 10h26min

Suculentas se tornam fonte de renda para produtoras rurais de Minas Gerais

Bióloga e produtoras defendem que a atividade é uma ótima opção para agricultores

Redação com assessoria
Epamig
Arquivo/Solange Lopes

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Seja no campo ou na cidade, em um quintal ou nas janelas de um apartamento, os cactos e outras variedades de suculentas estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros. Fáceis de cuidar, pois estão adaptadas a viver em regiões áridas e semiáridas, há anos essas plantas vêm conquistando espaço entre os consumidores. E com o aumento da demanda, o seu cultivo também vem se espalhando por Minas Gerais. 

Marília Andrade Lessa, bióloga e pós-doutora em agronomia na área de floricultura pela Epamig, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), explica que todo cacto é uma suculenta, mas que, ao mesmo tempo, nem toda suculenta é um cacto. “Suculenta é uma terminologia dada a um vasto grupo de plantas de diversas famílias botânicas, composto por características semelhantes, como folhas, caules ou raízes carnosas e espessas. Dentre estas várias famílias, está a dos cactos”, detalha a especialista.

Apesar de estarem bem adaptadas para sobreviverem com pouca água, Marília explica que a ideia geral de que os cactos e as outras suculentas crescem no deserto não é exatamente correta. “Originalmente, a maior diversidade das plantas suculentas é encontrada no Sul da África, com exceção dos cactos, que estão em toda a extensão das Américas, do Sul dos Estados Unidos ao Extremo Sul do Chile”, complementa.

Cultivo

O plantio das suculentas ocorre tanto em estufas quanto em telados, ou, até mesmo, a céu aberto, sendo o último destinado ao cultivo de espécies para o paisagismo. O clima de Minas Gerais é considerado muito favorável, já que, diante de uma enorme diversidade de espécies - mais de 22 mil já foram catalogadas -, o cultivo é possível em todo o estado, apesar da dimensão e variedade de características climáticas.

“Atualmente, o cultivo das plantas suculentas ocorre, principalmente, em quatro regiões (Central, Norte, Zona da Mata e Jequitinhonha-Mucuri), destacando-se o Norte, onde está localizada uma das maiores produtoras de suculentas de Minas”, acrescenta Marília Andrade.

Produtoras

Zéli Knupfer Goecking produz suculentas na comunidade Liberdade, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, há 25 anos. Ela afirma que o comércio das plantas está em seu auge, com muita procura. “Estou produzindo muito, e compensa bastante. Coleciono e faço mudas para venda. Nunca tive curiosidade de contar, mas sei que tenho entre 500 e 600 espécies diferentes de cactos e suculentas. Comecei a cultivar mais por falta de água aqui na nossa região, como elas não precisam de muita, veio a calhar”, conta.

Em visita no início do mês ao município de Pouso Alegre, no Sul de Minas, a secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Maria Soares Valentini, conheceu e ficou encantada com a plantação de suculentas de Solange Lopes, que começou o cultivo como hobby há cerca de 20 anos, costume que herdou da mãe.

“É impressionante a capacidade que as mulheres têm de inovar e buscar mais atividades dentro da propriedade rural. O marido dela é produtor de morango e, há 2 anos, a Solange começou a plantar suculentas para comercializar. Conheci a produção dela e fiquei encantada, as plantas são muito lindas. Isso mostra a importância do trabalho da mulher no campo, mais um exemplo para as nossas mulheres, uma opção que gera renda e vida digna”, ponderou a secretária.



 


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