13/10/2020 às 10h28min - Atualizada em 13/10/2020 às 10h28min

10 dicas para um bom manejo na vacinação

Por Carla Ferrarini, é Zootecnista pela Unesp, com MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV - Fundação Getúlio Vargas

Carla Ferrarini
Assessoria

A vacinação ainda é considerada um manejo aversivo e encarado de forma negativa. A campanha contra a Aftosa está batendo à porta e por isso, devemos fazer de maneira racional e com planejamento para evitar perda de doses, menor número de agulhas tortas, redução de abscessos, menor índice de acidente de trabalho e com os animais, além da eficácia da imunização.

Esteja atento e veja abaixo dez dicas que o Manual de Boas Práticas de Manejo na Vacinação orienta, que podem facilitar o dia a dia do manejo e ainda auxiliar para obter melhores resultados:

1) Na seringa, procure trabalhar com poucos animais, pois isso facilita a entrada deles no brete. Evite manter os animais por longo tempo nas mangas do curral.

2) Leve os animais ao brete sem correria, gritos ou choques. 

3) Não encha o brete a ponto de apertar os animais, nem as mangas, onde os animais devem ocupar no máximo metade do espaço disponível.

4) Conduza um a um os animais ao tronco de contenção, o que pode ser facilitado com a utilização de bandeiras. A contenção deve ser sempre individual e não se esqueça de trabalhar com os portões laterais fechados durante a entrada do animal no equipamento. É questão de segurança para quem maneja e evita lesões sérias no animal, caso ele tente escapar.

5) Antes de conter o animal com a pescoceira, feche a porteira dianteira do tronco de contenção e só depois contenha-o com a pescoceira. A utilização da pescoceira para parar os animais, além de machucá-los, diminui a vida útil do tronco de contenção. 

6) Dê preferência para conter cada animal na pescoceira com ele já parado e sem golpes. O fechamento das porteiras de entrada e saída também deve ser feito sem pancadas.

7) A equipe de trabalho deve estar bem posicionada: uma pessoa cuida da porteira de entrada e da contenção do posterior do animal (quando necessário) e outra cuida da porteira de saída e da pescoceira. Com o animal contido, um deles realiza a aplicação da vacina. Com isso, há diminuição do risco de acidentes e menor desgaste dos vaqueiros. 

8) No caso de mais de um tipo de vacina ou de aplicação simultânea de vermífugos, é conveniente contar com mais uma pessoa, aplicando os produtos em lados opostos do pescoço do animal.

9) Após a contenção do animal, abra a janela do tronco e proceda à vacinação. Em seguida, feche a janela, solte a pescoceira e, só então, abra a porteira dianteira de saída. O ideal é que o animal saia direto em uma manga ou piquete que tenha água e sombra e, se possível, que encontre ali uma recompensa na forma de alimento (isso pode ser feito a cada lote, ou no caso de lotes muito grandes, a cada 20-30 animais).

10) Ao final do trabalho, faça o possível para passar os animais novamente pela seringa, brete e tronco de contenção (com todas as porteiras abertas), conduzindo-os imediatamente de volta ao pasto.


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